JORNAL MILÊNIO VIP - DA RESPONSABILIDADE PERANTE A HISTÓRIA

Colunistas - Antônio Laért

DA RESPONSABILIDADE PERANTE A HISTÓRIA

Publicado na edição 94 de Agosto de 2009

À juventude se lhe dá a responsabilidade de mudar o rumo da história. É comum ouvir-se afirmações, notadamente dos mais velhos, neste sentido: “O mundo está assim... A Vocês caberá mudá-lo... Eu, nada mais tenho a fazer “...

E assim, sobre as costas dos jovens pesam enormes responsabilidades: Mudar o rumo da história, injetando na sociedade mais dinamismo, crescimento, energia, vitalidade e tudo o que falta para garantir ao ser humano o mínimo indispensável com sua dignidade.

A todo momento, vem-lhes a indagação; o maior questionamento: Como efetivamente mudar o rumo da História? É comum, os jovens ficarem divididos entre duas saídas: Defendem uns a mudança do coração como único meio efetivo;

Apostam outros no engajamento, no ativismo, na ação, na luta, como o melhor meio de se dar respostas práticas à questão.
Entretanto, a história tem mostrado que os verdadeiros líderes, os que trouxeram mudanças substanciais à sociedade de sua época, foram aqueles que souberam conciliar os dois vieses acima aventados. Nada é possível mudar se essa mudança se der só no aspecto afetivo, no coração, vale dizer, na maneira de se entender e relacionar com as pessoas e coisas.

De fato, também não existem mudanças duradouras, se os jovens enveredarem pelo ativismo sem substância, incapaz de dar direção ao que se pretende.

A terceira via é esta: O primeiro estágio reclama uma mudança pessoal, na maneira de se entender e relacionar com as pessoas e coisas; o estágio seguinte parte da convicção acerca do que se pretende, ponta para ir á luta, ao engajamento, á ação ...
É imperativo resgatar a identidade política como arte a serviço do bem comum e não jogo de interesses pessoais.

A essa luta, ninguém deve se esquivar, os jovens não podem se guardar de dar sua parcela de contribuição sob pena de uma construção fundamentada na omissão; uma edificação sem alicerce, oca, vazia.

Antônio Laért
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