JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Antônio Seixas

MAGÉ E A REVOLUÇÃO MINEIRA DE 1842

Publicado na edição 95 de Setembro de 2009

Magé tomou parte ativa no episódio da Revolução Liberal que em 1842 se verificou em Santa Luzia (MG). Como o governo mineiro viu-se impotente para abafar a revolta, D. Pedro II enviou Luis Alves de Lima e Silva, o Marques de Caxias.

Caxias, lembrando-se de seus valorosos conterrâneos, passou por Magé e levou consigo trezentos soldados, integrantes da 15.ª Legião da Guarda Nacional, comandada pelo Barão de São Gonçalo (desde 22 de julho daquele ano).

O batismo de fogo dos soldados mageenses ocorreu em 19 de agosto de 1842, quando foram cercados por três mil revoltosos, com forte artilharia. O reforço da entrada no teatro de guerra do Coronel José Joaquim de Lima e Silva, irmão de Caixas, garantiu a vitória da força legalista. Em carta dirigida a José Clemente Pereira, Caxias relata a dificuldade enfrentada: “quer me creia, quer não, que estive em grandes apuros, pois tive de me bater desde as oito e meia da manhã até as três da tarde com três mil rebeldes bem armados e desesperados dispondo apenas de oitocentos caçadores quase todos recrutas da Guarda Nacional de Magé que nem andar à direita sabiam e se as três horas da tarde não chega meu irmão com o 8.º Batalhão de 1.ª Linha e um outro Batalhão Provisório não teria remédio senão retirar-me e ganhar posições para o dia seguinte renovar o ataque”.

Com o combate em Santa Luiza, finda a revolução que o Partido Liberal articulava, sendo presos os mentores do movimento. Com mais uma vitória, Caxias é promovido a Marechal de Campo e retorna à Corte em 21 de setembro de 1842. Mesmo com a falta de técnica, os soldados mageenses demonstraram sua bravura e lealdade ao Império Brasileiro.

Antônio Seixas
Conheça o perfil pessoal de nosso colunista ou outros artigos publicados por ele
Clique Aqui