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Colunistas - Izaura Hart

ENCONTRO DIÁRIO COM JESUS - MOMENTOS EDUCATIVOS

Publicado na edição 96 de Outubro de 2009

A professora havia passado um trabalho em grupo e a menina responsável e aplicada com cerca de 11 anos de idade foi à casa de uma amiga integrante do grupo para a realização da tarefa.

Só que lá chegando, verificou que a menininha dona da casa queria tudo, menos aplicar-se aos estudos. A aluna mais responsável foi para casa carregando consigo um “grande aborrecimento” por não ter conseguido se livrar daquele compromisso estudantil por culpa de sua colega “irresponsável”. Chegando a casa, solicitou ajuda a uma tia para fazer pelo menos parte do trabalho, mas sua imaginação começou a trabalhar e ela resolveu pegar um celular de sua mãe que ficava em uma gaveta e que nunca era utilizado por ninguém. Queria ligar para a menina sem ser reconhecida e havia encontrado como.

Seguindo rigorosamente tudo que aprende com a mídia, começou a ameaçar a menina dizendo: - Você vai ser seqüestrada, vai morrer, etc.... A menina vítima das ameaças entrou em pânico porque não conhecia aquele número e se trancou no quarto sem querer mais sair de casa com medo do seqüestro. Com a chegada do pai mais tarde, ele verificou o número e ligou para saber do que se tratava. O telefone que só ficava na gaveta tocou e o pai da menininha das ameaças se surpreendeu porque ninguém ligava para aquele número, mas atendeu. Ficou assim sabendo das ameaças e vendo os olhos assustados da filha, imediatamente quis saber a verdade e ela confessou o que havia feito. Dizia que era apenas para “assustar” a menina, que segundo ela, era irresponsável. O pai, muito responsável que é, solicitou que a outra menininha viesse ao telefone para que sua filha lhe pedisse desculpas pelo ocorrido, também pediu desculpas ao outro pai e a questão ficou esclarecida.

Este fato nos dá oportunidade para uma série de meditações em torno da vida atual – as “artes” infantis mudaram muito. Antes eram bem mais simples, agora se usa tecnologia de ponta; - a influência da mídia para ensinar o crime. Isto nos leva a ver a importância da conversa em casa onde os valores do bem e da honestidade são ressaltados, fazendo com que a influência boa da família seja maior que a da mídia; - a atuação de um pai correto, que não “acoberta” erros dos filhos, porque sabe que se assim o fizer redundará em prejuízo para o próprio filho no futuro e que aproveita cada momento para educar, fazendo com que o filho corrija o mal feito, ensinando a ter humildade para pedir desculpas, reparando o equívoco cometido.

Este e outros fatos corriqueiros da vida diária não podem ser desperdiçados como momentos propícios para se educar a criança. É verdade que toda criança solicita, implora direção no bem, precisamos cooperar com JESUS!

Izaura Hart
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