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Colunistas - Antônio Seixas

MEMÓRIA MAGEENSE - 60 ANOS DO PALÁCIO ANCHIETA

Publicado na edição 96 de Outubro de 2009

A Praça Dr. Nilo Peçanha, antigo rocio grande, constitui o espaço público municipal por excelência, ocupado na década de 1940 com a construção do prédio da Prefeitura Municipal (arquitetura marcadamente do Estado Novo), que pela sua imponência testemunha a importância que tinha o município nesse período.

O famoso vendaval que varreu Magé a 10 de janeiro de 1947 derrubou diversas casas, o Mercado de Peixe e danificou o velho sobrado da prefeitura, onde hoje se encontra a 65.ª Delegacia de Polícia.

Em 22 de outubro de 1949 o Prefeito José Ullmann Junior (1902-1986) inaugurou o Paço Municipal, na presença do Governador Edmundo de Macedo Soares, do Presidente da Câmara Municipal de Magé, Dr. Radamés Marzullo, e demais vereadores, e do Bispo diocesano, D. Manuel Cintra, que benzeu as novas instalações da prefeitura, que recebeu o nome de “Palácio Anchieta”, por iniciativa do vereador e advogado Alcy de Moraes Vidal, isso no ano de 1964.

Na ocasião, inaugurou-se também o busto em bronze do Capitão José Ullmann (1874-1933), Prefeito interventor (1930-1933), pioneiro do progresso mageense, e que até hoje se encontra no hall da prefeitura.

O Palácio Anchieta abrigou a Câmara Municipal de Magé de 1949 a 1983, a biblioteca municipal criada pelo Prefeito Waldemar Lima Teixeira (1951-1954) e consolidada pelo Prefeito Olívio de Matos (1955-1959), criminosamente destruída, a Junta Militar de Alistamento, a agência do IBGE, a Delegacia Regional do Trabalho dentro outros órgãos.

Sede do executivo municipal há mais de meio século, o Palácio Anchieta é testemunha da história política mageense contemporânea.

Antônio Seixas
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