JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Dulcimar Menezes

HISTÓRIA DE NICOLAU

Publicado na edição 98 de Dezembro de 2009

“Não há nada como um sonho para criar o futuro”
(Victor Hugo)

Existiu um homem chamado Nicolau que viveu no século IV, num lugar onde hoje se encontra a Turquia. Era cristão numa época muito difícil de ser cristão. Naquele tempo ser cristão significava perverter a ordem social e moral em nome do amor preconizado por Jesus Cristo, apresentando uma nova visão da vida e oferecendo uma nova atitude em relação aos problemas sociais e por isso correr o risco de ser perseguido até a morte. Este era o objetivo: não morrer, mas oferecer “a outra face” à realidade. Hoje em dia era para ser assim também, mas os cristãos da modernidade preferem continuar empreendendo guerras política e ideológicas para provar quem é o dono de Deus. Como diria um amigo meu: “lamentável”! Mas deixemos esta discussão por enquanto e voltemos à bela história de Nicolau.

Nicolau era um homem convicto da importância de fazer o bem a qualquer preço. Após a morte de seus pais tornou-se sacerdote católico. Reza a lenda que todo o ano, por ocasião da celebração do natal de Jesus, Nicolau saia pela cidade deixando pequenos montantes de moedas de ouro nas casas dos pobres. Às vezes jogava pelas chaminés e os presentes caiam dentro das meias que ficavam penduradas nas lareiras para secar. Nicolau virou arcebispo de uma cidade chamado Mira. A lista de obras pelo bem, realizadas por Nicolau e enorme, tanto quanto o seu coração. Pessoas relataram milagres atribuídos a ele após a sua morte. Tais milagres foram reconhecidos pela igreja que promoveu a canonização de Nicolau. São Nicolau de Mira morreu velho e isto era muito incomum para um cristão naqueles tempos.

Sua história rompeu fronteira, misturou-se a lendas e ganhou o mundo.São Nicolau, o bom velhinho... Na Holanda virou Sinter Klaas. Foi traduzido para o inglês como Santa Claus. Em Portugal foi nomeado Pai natal. E no Brasil, Papai Noel. Ao longo dos séculos sua imagem foi modificada. Suas roupas foram trocadas. Distorceram o seu sentido. Alguns publicitários seqües-traram o seu esplendor e o agregaram ao seu produto de pouco valor real. Tudo para aumentar as vendas. Nada para alimentar a generosidade do homem.

Não importa, minha gente. A verdade é que Papai Noel existe mesmo! Nasceu da vida de um homem simples, de coração puro. E ainda existe na alma das famílias que desejam ver o sorriso de seus irmãos e a alegria das suas crianças. E isto dinheiro não compra. Evidentemente, existe um sentido nobre em presentear. Mas, não devemos esquecer que Nicolau, em seus pequenos gestos, não oferecia somente matéria. Enquanto as meias se enchiam de moedas, os corações daquele povo pobre enchiam-se de esperança!
Quero agradecer ao meu amiguinho Regis de Lucca, de dois anos, que me presenteou com um pequeno papai Noel, pois achou que estava faltando na minha sala e, assim, me fez lembrar, através do seu olhar, o quanto Papai Noel é importante. Sempre a criança nos salvando! Sempre uma criança salvando o mundo! É Natal!

E aproveito a oportunidade, neste tempo de união e festa para as famílias, e declaro publicamente o meu amor incondicional à Carminha, Fernando, Alexandre e Rodrigo, meus irmãos de sangue (a ordem é a de nascimento e eu nasci depois de Carminha), mas, principalmente, são meus amigos das horas boas e, sobretudo, das horas difíceis com quem eu sempre pude e posso contar ao longo do meu caminho. A vocês, meus anjos da guarda, muito obrigada!

E a toda família mageense, um Feliz Natal! E que a lembrança da história de Nicolau ajude-nos a converter os nossos corações em manjedouras onde o Amor possa nascer...

Dulcimar Menezes
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