JORNAL MILÊNIO VIP - O casarão da Avenida Rotary

Colunistas - Antônio Seixas

O casarão da Avenida Rotary

Publicado na edição 100 de Fevereiro de 2010

Construção erguida na década de 1920, localizada na esquina da Avenida Rotary com a rua Comendador Reis, a residência do engenheiro Israel Jacob Averbach, 13.º Prefeito de Magé (dezembro de 1939 a junho de 1942), líder comunista e cidadão benemérito do Estado do Rio de Janeiro (Resolução n.º 15, de 26 de junho de 1984, da ALERJ), faz parte do patrimônio histórico mageense. Sua construção se sobressai na paisagem local graças às palmeiras imperiais que enfeitam a calçada em frente da casa, da mesma espécie encontrada no Jardim Botânico.

O terreno, que outrora fora uma chácara de 34.602 m², teve sua área fracionada por sucessivas desapropriações, a primeira delas em fevereiro de 1968, para a construção do Colégio Estadual de Magé, e a última em setembro de 1995, para a construção do prédio da Justiça do Trabalho.

O casarão foi desapropriado em julho de 1967, pelo Prefeito Juberto de Miranda Telles, e destinado a Fundação Educacional e Cultural de Magé, criada pelo Decreto Municipal n.º 15, de 30 de junho de 1967. A transferência de propriedade ocorreu através de escritura pública lavrada no Cartório do 1.º Ofício de Magé, em novembro de 1967.

A Fundação Educacional de Magé teve seus estatutos aprovados em 16 de junho de 1976, através do Decreto n.º 206/76, e foi reconhecida de utilidade pública municipal através da Lei n.º 837, de 16 de outubro de 1988, sancionada pelo Prefeito Ademir Guimarães Ullmann.

Além de abrigar a biblioteca da Fundação, no casarão foram instalados a Fundação Leão XIII, a Delegacia Regional do Trabalho, a agência do IBGE e a Junta Militar de Alistamento. As duas últimas grandes reformas que o prédio passou ocorreram nas gestões de Olívio de Mattos (1977) e Nelson Costa Mello (2000).

Durante o governo da Prefeita Narriman Zito, um incêndio criminoso, na noite de 24 de setembro de 2003, destruiu parte do prédio, especialmente o arquivo, todo o mobiliário e a biblioteca de dois mil livros.

Decorrida quase uma década, o casarão permanece abandonado, invadido por moradores de rua que o utilizam como abrigo, aguardando sua restauração pela municipalidade.

Antônio Seixas
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