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Colunistas - Syrhaar Sacramento

A QUEM PERTENCE AS CALÇADAS?

Publicado na edição 86 de Novembro de 2008

ORDEM PÚBLICA.
O nosso direito termina onde começa o direito do próximo.
A QUEM PERTENCE AS CALÇADAS DA CIDADE ?
AS BICICLETAS? AOS CAMELOS? AS LOJAS? AOS BARES? UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.

Vamos agradecer pelo desrespeito e falta de consideração aos políticos eleitos, aos que tentaram reeleição, também aos comerciantes que anunciam em carros de som, aos vendedores de todo tipo de bugigangas que também fazem uso deste artifício para aumentar suas vendas, aos garotões que colocam sons de alta potencia em seus carros que fatalmente irá levá-los à surdez, pelo inferno sonoro que transformaram nossa cidade, isso sem falar na cachorrada dos vizinhos que latem a noite toda sem parar, sons nas casas vizinhas a todo volume, barulheiras provenientes de igrejas, etc, etc, etc. Não podemos mais atender a um telefone sem que o som da ligação não seja interrompido por um ou outro veículo de som, que vão desde bicicletas até caminhões passando por motos e automóveis em sua maioria.

Você já reparou que quando atende um telefone quantas vezes tem de interromper a conversa para esperar um desses veículos se distanciarem para que você possa continuar com a ligação? Quantas vezes você estava escutando um rádio ou televisão e perdeu certo trecho de informação que foi interrompida pelo som de um desses veículos muitas vezes mais alto do que o de seu aparelho?

Como principalmente eles que de uma forma ou de outra são pagos por você mesmo para virem às ruas com seus veículos para infernizarem nossas vidas com essa barulheira irritante?

Seria por estar eu ficando mais velho o motivo de tanta irritação com esse tipo de barulheira?

Não, tenho certeza que não, pois existem leis federais que deveriam impedir tal coisa, que limitam abusos, e foram feitas para preservar a saúde do cidadão.

Mas aqui neste país onde a falta de respeito às instituições é flagrante, principalmente por quem deveria dar exemplo e respeitá-las.

Os órgãos de fiscalização não funcionam ou se eximem disso por não terem equipamentos necessários como para esse caso acima seria um decibímetro, mas o que não falta é dinheiro para qualquer tipo de obra eleitoreira. Para o realmente necessário nunca aparece.

Este aparelho iria conter em muito a poluição sonora em nosso município, mas parece que isso não interessou aos políticos em sua sanha pela reeleição, ou eleição que seja, portanto voltamos ao problema do qual falei em edição anterior desse jornal, as leis existem para serem desrespeitadas apenas pelos poderosos.
Onde anda o respeito ao próximo? Meus pais me ensinaram que o nosso direito vai apenas até onde começa o direito do próximo.

Pobre Magé, pobre Brasil, pobres dos jovens brasileiros que estão sendo criados em tal nível de educação.

Syrhaar Sacramento
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