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Colunistas - Antônio Seixas

CÔNEGO JOAQUIM BATALHA, UMA VIDA DEDICADA A IGREJA

Publicado na edição 102 de Maio de 2010

O Cônego Joaquim Antônio de Carvalho Batalha nasceu em Alagoas a 20 de janeiro de 1894, filho de Antonio Pereira de Mello Batalha e de Francisca Rosa Carvalho Batalha. Ordenado sacerdote em Niterói, dia 24 de junho de 1928, sendo o primeiro ordenado por Dom José Pereira Alves (1885-1947), 4. º Bispo de Niterói. 27.º pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade de Magé (1933-1935). Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Maricá pela primeira vez em fevereiro de 1936, mas exerceu tal cargo por poucos meses já que, com a saúde abalada, saiu da paróquia em princípios de 1937. Transferido para a paróquia de Cachoeira de Macacu, onde ficou marcada sua assistência aos internados no hospital local, reassumiu a paróquia de Maricá em 2 de julho de 1946 para nela permanecer até 2 de setembro de 1969, quando faleceu vítima de atropelamento, sendo sepultado no interior da Igreja Matriz. Como pároco de Maricá promoveu a restauração da Igreja Matriz, obra iniciada em 20 de abril de 1948 e solenemente inaugurada em 20 de abril de 1952. Sua empreitada lhe valeu uma ampla reportagem na revista “O Cruzeiro” de 6 de agosto de 1949, onde o jornalista Hélio Beltrão traçou-lhe um perfil: “O vigário de Maricá não tem dinheiro. Dinheiro algum, um níquel sequer. Nem no bolso, nem na gaveta. Tudo quanto recebe, nos honorários eclesiásticos, nos emolumentos de batismos, matrimônios, missas e demais funções de seu paroquiato, tudo, tudo ele doa, integralmente, à caixa das obras da Igreja, que é a sua paixão absorvente. Vive da fé no Salvador”. Construiu ainda o Dispensário Imaculada Conceição, sede da obra assistencial da paróquia. Dele também disse Dom João da Matta de Andrade Amaral (1898-1954), 5. º bispo de Niterói: “a riqueza da Casa de Deus e a pobreza material do atual pároco de Maricá são dois impressionantes contrastes. Confiamos na renovação espiritual da Paróquia de N.ª S.ª do Amparo, pois a frente de seus destinos espirituais está um sacerdote que vive só para a Igreja”. A Prefeitura Municipal de Maricá em agradecimentos pelos relevantes serviços prestados à comunidade o fez patrono de uma praça da cidade.

Antônio Seixas
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