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Colunistas - Ivone Boechat

DIA DAS MÃES

Publicado na edição 102 de Maio de 2010

“Para ensinar a andar, pode ser qualquer pessoa, para ensinar por onde andar,
- a mãe.
Para ensinar a falar, pode ser qualquer um, para falar com sabedoria,
- a mãe.
Para ensinar a abraçar, pode ser qualquer amigo, para ensinar a sinceridade,
- a mãe!
Para ensinar a orar, pode ser qualquer pessoa, para ensinar a confiar em Deus,
- a mãe”.

Porque a humanidade não teve tempo de se preparar emocionalmente, agora está sendo bombardeada com as ferramentas da informação mal usada. A Internet abriu espaço para bilhões de internautas se comunicarem, mas comunicar o quê? Massacres, tufões, vulcões, disse-me-disse, corrupção, vendavais, catástrofes, tudo em tempo real. Analfabetos funcionais estão eufóricos e criaram a linguagem do analfabetismo virtual. Aumentou a responsabilidade das mães.

Hoje, muito mais do que outrora, as mães carregam nos braços, empresas e filhos, e por que não dizer que 79% delas patrocinam a família? Bebês de fraldas e agenda estão matriculados nas escolas, porém a maioria delas não se preparou ainda para receber e educar essa precocidade toda... A criança chega ao recinto escolar com uma experiência traumática de 6 mil horas de tv violenta! Criança é criança, ela quer ouvir histórias, brincar de roda, soltar pipas, mas... dá de cara com uma sala de informática, porque dá status, empresários da educação entenderam assim.

Quem poderá livrar as crianças de mais violências? Só a educação! Sobrou para as mães, muitas vezes, sozinhas, sem ter os avós para auxiliá-las nas tarefas, como antigamente. Vovó e vovô estão nas faculdades fazendo um curso novo, para não saírem da roda da concorrência e assim conseguir recursos para continuar a ajudar os filhos, netos, sobrinhos... Mãe, avó, tempo e amor têm que ter qualidade total.

Qual é o perfil da mãe neste novo tempo? Pessimismo? Nem pensar! Em casa, os filhos precisam aprender a reagirem positivamente, frente às pressões sociais. A mãe deve se preparar para lutar, ombro a ombro, fora de casa, sem se esquecer das funções sagradas no lar! Sim, o computador não pode ditar as regras. Os filhos precisam de um pulso forte para estabelecer a disciplina no uso da informação. E aí se pergunta: cadê a mãe?

Mãe, receba o reconhecimento desta sociedade antenada, blogada, conectada e classificada como era da meta informação, porque como diz o texto sagrado “o seu valor excede ao de muitas jóias preciosas”.

Ivone Boechat
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