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Colunistas - Gustavo Ferraz

HISTÓRIA DE MAGÉ

Publicado na edição 103 de Junho de 2010

Sua fundação vem desde 1565, no lugar denominado “Piedade”, à margem da Bahia de Guanabara porto em que durante muitos anos era feito desembarque de mercadorias que vinha em tropas do interior do Estado de Mina Gerais e ali passavam para as embarcações que se destinavam ao Distrito Federal, em cujo porto se fazia também leilão de escravos.

No morro da Piedade, próximo ao mar existiu a 1° Igreja de Nossa Senhora da Piedade cujo culto foi transferido 1748 para a atual matriz de Nossa Senhora da Piedade no centro desta cidade.

Criado por ato de 9 de junho de 1789, foi o município de Magé instalado a 12 do mesmo mês. Era então Vice-Rei do Brasil Dom Luiz de Vasconcelos e Souza e foi representado na solenidade por Simão da Mota.

Mais tarde no lugar chamado “Carmo”(Iriri) instalaram-se os irmãos da ordem dos Carmelitas, que passaram logo a seguir a se dedicarem ao reparo das terras.

Em Suruí construíram-se engenhos para a produção de farinha de mandioca, formando-se assim as casas de farinha. Magé ganha a vida própria e se movimenta então; teve deste modo, parte ativa do esplendor da Baixada Fluminense, e como arte integrante dela, contribuíram sempre para os seus períodos áureos, que não obstante o esforço do homem da Baixada, tinha ainda o advento da Abolição da Escravatura.

Em 1847 foi aberto o canal que liga esta cidade à Bahia de Guanabara, numa extensão de 4 quilômetros, quando o conselheiro Aureliano Coutinho, Visconde de Sepetiba, dirigia os destinos fluminenses.

Em 1895 Adam Blumer a fundou a “Companhia de Fiação e Tecidos Mageenses”. (Itatiaia).

Na mesma época, fundava-se a Fabrica de Tecidos Andorinhas, próxima a de uma das mais antigas do Brasil a de Santo Aleixo. Tais eventos, aliados a inauguração da “Estrada de Ferro Teresópolis”, fundada por Augusto Vieira, a qual partia de Piedade, atravessando Magé para atingir a Serra, foram poderosos fatores de progresso para o município e para a cidade. Foram eles que vieram marcar de maneira definitiva, o futuro do nosso município, apesar do flagelo existente a febre que assolava a região, a malária que causou a decadência da Baixada Fluminense. Graças a visão dos nossos governos ficamos livres dessa doença e o progresso surgiu em nosso município.

Uma curiosidade: Nos tempos idos o único meio de condução para o Distrito Federal, tomava-se o navio “Presidente” no Caes da Piedade e de lá nos levava até a “Praça XV de Novembro”. Existia o trem que levava os passageiros do Caes da Piedade, passando por Magé até Teresópolis.

Piedade quando ali desembarcou o Rei Alberto (Rei da Bélgica) e tomou o trem seguindo para Teresópolis.

Não posso deixar de lembrar, aqui o Poço Bento de Anchieta, local abençoado, motivos de grandes Romarias e muitas Graças alcançadas.

Gustavo Ferraz.

Gustavo Ferraz
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