JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Agra Neto

MAGÉ, UM MEMORIAL DE SAUDADES

Publicado na edição 103 de Junho de 2010

Como era lindo o nosso 9 de junho: (Um memorial de saudosas reminiscências).

Prepara-se Magé para soprar nesse, mais uma velinha no anêmico bolo comemorativo do 445° aniversário de sua lendária existência (se ainda lhe restar fôlego para tamanha proeza...).
- Um dia de festa? De alegria? De orgulho pela grande data?

Em outras épocas sim! Era esse o dia mais festivo do calendário municipal a empolgar a alma e o sentimento cívico do povo mageense, entre foguetórios, festanças, torneios esportivos, bailes clássicos e populares, retretas musicais, etc..., todo ele orgulhoso em render calorosas homenagens a terra que lhe foi berço; como nos esplendorosos tempos do “Magé de Antigamente”, quando se cultivava com amor e carinho um rico passado de glórias gravado nos mármores da nossa saudade...
Infelizmente tudo isso deixou de acontecer, ficando em seu lugar uma sofrida nostalgia massacrada pela lembrança que o tempo jamais irá apagar!

Nas entranha desse passado vem à nossa memória aqueles vultos de então; senhores de profética visão, dotada de notável sensibilidade cívica e arraigado amor a Terra em que nasceram - másculos, valentes, ousados, sérios, briosos e incorruptíveis, eram na verdade os grandes responsáveis pela crescente projeção de Magé, a subir os pódios da fama já no Império e depois na República. Como éramos importantes no cenário geográfico, político e social da vida brasileira!
Hoje olhamos constrangidos para aquelas belas página do nosso passado e nos recolhemos amargurados para o que apenas nos resta de uma esplendorosa época de tantas conquistas.
- Voltando a realidade dos nossos dias, perguntamos: que tipo de presente deveríamos nós, mageenses, oferecer a nossa Terra no dia do seu aniversário em homenagem a uma história de tantas tradições?
- Pois fique entalada em nossa garganta a resposta que tanto procuramos a cada passar de ano, na vaga esperança de que um milagre celestial venha sacudir as nossas consciências em busca de uma Nova Era para o nosso histórico município. De minha humilde parcela - de mageense teimoso e apaixonado por minha Terra – ofereço essa singela homenagem:

Terra Mãe:

Na data magna da sua sublime existência, é de joelhos, Terra querida, que desço dos lábios ao teu chão; para beijar, com emoção e orgulho, a generosa face do teu solo, no momento que atinges o 445° aniversário da tua independência sócio-político-administrativa.

Que teus filhos, a quem cabe a tarefa de exaltar os teus feitos, jamais deixem de buscar, nas páginas do teu passado, a iluminação divina, numa só oração, o caminho redentor pela retomada dos grandiosos destinos do teu PORVIR.

Teu filho
Agra Neto.

Agra Neto
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