JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Rosinha Matuck

Resposta

Publicado na edição 104 de Julho de 2010

Há dias recebi um e-mail que me tocou bastante, por tudo o que foi dito, por isto decidi respondê-lo aqui.

Querida Blanca,
Seu e-mail com a sugestão de transformar as edições de nosso jornal de mensais em diárias me envaideceu muito, por me parecer um reconhecimento de nosso trabalho e um voto de confiança na equipe que o produz.

Concordo com você que seria bom para nossa cidade – e muito me alegraria – podermos manter as edições em intervalos menores, ainda que semanais, com noticiário local ampliado e outras seções de utilidade, como os classificados. Porém, como você mesma reconhece, isto multiplicaria o trabalho e o custo de produção - e não só por três, como você sugere. Não sei o quanto você está familiarizada com o processo de produção de um jornal, mas eu vejo pedras no caminho.

Como você já sabe, nosso jornal é editado on-line e em papel, numa tiragem de 10.000 exemplares. Parte do trabalho é aproveitada em várias edições – as peças de publicidade - mas a produção de cada edição é individual e tem um custo individual, pois envolve o trabalho de diferentes profissionais, em ambas as versões – afinal a apresentação não é idêntica.

Além disto, cada versão impressa inevitavelmente envolve o gasto com papel - para 10.000 exemplares...
Com relação às matérias publicadas, são escritas – graciosamente –por colaboradores que não têm vinculo de trabalho com o jornal, exercem suas profissões e não dispõem do tempo para elaborar mais textos com a qualidade a que estamos habituados.

Com respeito a notícias, aí sim, seria necessária a contratação de profissionais de imprensa em número suficiente para colher, selecionar e redigir, participando de eventos, cobrindo todo o município. As redações cheias que vemos na ficção existem nas grandes empresas de comunicação que você citou, não é nosso caso. Na situação atual, este trabalho é realizado por uma só pessoa.

Com relação aos patrocinadores, vamos por partes: 1 - nem todas as mensagens publicitárias veiculadas têm um custo de divulgação, muitas são gratuitas para o anunciante, muitas na base de escambo, troca de serviços. 2- a publicidade paga, ao menos na versão impressa, é paga por edição. Ora, estamos num mercado restrito, onde os comerciantes e profissionais investem de acordo com suas possibilidades, tendo em vista um lucro limitado pelo tamanho da população e seu poder de compra.

Por fim, com relação à receita para manutenção do jornal, diferentemente dos veículos de comunicação citados, a distribuição dos exemplares impressos é gratuita para o leitor. E, de novo, são 10.000 exemplares, de novo, distribuídos por uma só pessoa, de táxi...
Enfim, o difícil não é impossível e eu espero um dia conseguir realizar este seu (nosso) desejo. Por ora, me reconforta saber das 30.000 visitações ao site, feitas por pessoas de todo e país e por muitas no exterior – até nas Filipinas! – que se emocionam ao descobrir este canal de comunicação com sua Magé, a manutenção – sem ônus para ninguém – do espaço de preservação da história do município no site, e ainda, o esgotamento, nos pontos de distribuição, das edições em papel, o retorno dado pelos leitores diretamente aos articulistas colaboradores.

Obrigada pelas palavras gentis, pelo calor do carinho, pelo estímulo e pela confiança que me esforço por continuar merecendo.

Rosinha Matuck
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