JORNAL MILÊNIO VIP - Como me comporto com meu pai?

Colunistas - Izaura Hart

Como me comporto com meu pai?

Publicado na edição 105 de Agosto de 2010

Aquele jovem pai separado de sua esposa vivia enorme conflito com a distância de seus filhos. Afinal havia se separado da mulher por difícil convívio com ela, mas amava seus rebentos, sentia imensas saudades deles e queria estar sempre presente nos momentos importantes das crianças e não permitir que nada de mal lhes acontecesse.

As visitas feitas apenas a cada 15 dias não eram suficientes para ele que quase enlouquecia com a distância que parecia ser cada vez maior.

Os conflitos com a ex-mulher aumentavam sempre que percebia que ela usava as crianças como “arma” para torturá-lo na sua saudade.

Tomava conhecimento que seu nome era citado constantemente em casa com desprezo e que a “mensagem” que era passada aos filhos sempre trazia o ódio e a revolta como sementes a serem colocadas naqueles coraçõezinhos indefesos.

A dúvida se instalou a respeito do pai, é lógico:
- Quem é meu pai? - É este homem que me ama e me procura ou é este “monstro” que surge nas conversas de minha mãe?
- Por que minha mãe deseja que eu não goste dele?

O desentendimento é dos pais. Por quê colocar os filhos em meio a essas questões?

Eles não possuem condições psicológicas para entender ou decidir sobre essas polêmicas familiares criadas pelos adultos! A infância necessita ser uma fase feliz, cheia de fantasias próprias da mente infantil, por quê colocar os “grilos” criados pelos adultos em uma cabecinha que dá vida à formiguinha que passa, que conversa com o cachorrinho e que acredita que seus pais são super-heróis capazes de espantar os “bicho-papões” que apareçam à noite para atrapalhar seu sono, como o pai da propaganda da televisão que deu um celular para a filha e que procura “viver” junto a ela alguns momentos pelo celular!

Às vezes é difícil ao coração magoado e ofendido de uma mulher mostrar as qualidades do seu ex-marido aos filhos para que eles o admirem e respeitem, sabemos disso. Mas em nome de uma vida mais equilibrada para seus rebentos, de dias futuros mais felizes faça isso: permita que seus filhos amem o pai que têm, em nome da paz. Se for difícil encontrar agora as qualidades que você um dia viu nele, busque os motivos de tantos defeitos lá atrás, na família desequilibrada que ele teve e que não lhe ofereceu estrutura moral para ser melhor e conte isso aos seus filhos, justificando o comportamento de agora.

Desta forma estamos enviando o desejo de um Feliz Dia dos Pais a todos, com menos conflitos, mais compreensão e muito mais RESPONSABILIDADE!


Izaura Hart
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