JORNAL MILÊNIO VIP - Agressividade na escola - Bullying

Colunistas - Moisés Queiroz

Agressividade na escola - Bullying

Publicado na edição 107 de Outubro e Novembro de 2010

Um termo em inglês (não há tradução para o português) utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo.

Segundo Tania Zagury, que, além de tratar o fenômeno em seu acervo literário, é também filósofa e mestre em Educação, ambientes altamente competitivos; sociedades individualistas que desprestigiam a racionalidade, o saber e os valores humanos; famílias onde a injustiça, as agressões físicas ou nas quais a tônica é a falta de autoridade dos pais são fatores que, conjugados, favorecem o aparecimento do fenômeno.

O bullying compreende todo o tipo de agressões, intencionais, repetidas e sem motivo aparente, que um grupo de alunos adota contra um ou vários colegas, em situação desigual de poder, causando intimidação, medo e danos à vítima. Pode apresentar-se sob várias formas, desde uma simples “gozação” ou apelido (sempre depreciativo), passando por exclusão do grupo, isolamento, assédio e humilhações, até agressões físicas como chutes, empurrões e pancadas.

É bom lembrar que, uma briga entre dois alunos, no pátio da escola ou na hora da saída, não caracteriza bullying, que ocorre sempre numa situação em que a vítima está em desvantagem física e/ou emocional. É importante esclarecer que não é fenômeno novo.

Segundo Tania Zagury - A detecção é difícil, porque o bullying é sempre praticado de forma dissimulada, em locais em que seja difícil a visualização do que está ocorrendo ou em momentos em que os adultos não estão presentes ou se distraem momentaneamente.

Quanto mais se estuda o assunto, mais claro fica que, tanto os educadores nas escolas quanto a família devem agir de forma proativa e assertiva. Criar e divulgar mecanismos disponíveis para que as vítimas potenciais e os expectadores sintam-se fortalecidos e estimulados a apontar os agressores.

Algumas medidas devem ser adotadas pelas famílias:
A questão dos limites; - a formação ética dos filhos; a não aceitação firme do desrespeito aos mais velhos e/ou mais fracos. Isto é, a família deve reassumir o quanto antes o seu papel de formadora de cidadãos, abandonando a postura superprotetora cega e a crença de que amar é aceitar toda e qualquer atitude dos filhos, satisfazer todos os seus desejos, não criticar o que deva ser criticado e nunca responsabilizá-los por atitudes anti-sociais.

Moisés Queiroz
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