JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Dulcimar Menezes

Ecologia - Que essa moda pegue!

Publicado na edição 110 de Abril de 2011

“Somente quando a última árvore for cortada”;
Somente quando o último rio for envenenado;
Somente quando o último peixe for pecado,
Somente então vocês descobrirão que o dinheiro não pode ser comido.”
                                                 (Profecia da Crença Indígena)

Recebi de um amigo esta forte mensagem sobre a exploração do planeta. Ela introduz o trailer de um filme de título muito significativo, A jóia azul, que será lançado brevemente sobre a devastação da Terra e os curadores de Gaia.  A Campanha da Fraternidade, uma tradição da doutrina católica (que pela complexidade e seriedade da proposta sempre atrai a minha atenção), este ano tem como tema as questões sobre o meio ambiente. Meu peito enche de contentamento ao perceber quão grande já se faz a massa crítica entre os homens de bem que estão comprometidos com a causa ecológica. Porém, existe um grande equívoco em se pensar que ter uma convicção ecológica ou mesmo ser um ambientalista consiste em simplesmente cuidar de não poluir rios, promover campanhas contra os desmatamentos ou prevenir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Na verdade, a ecologia se divide em três vertentes de reflexão e ação: A Ecologia ambiental (a mais conhecida), a ecologia social (um pouco mais difundida) e a ecologia pessoal (na minha opinião, a mais negligenciada). É, principalmente, para esta última que eu gostaria de chamar a nossa atenção: A relação do Homem com ele mesmo.

Como já mencionei em outra ocasião, a palavra ecologia tem origem no grego Oikos, que significa casa. Ou seja, é o estudo do lugar onde se vive. Ora, o primeiro lugar em que vivemos, nosso primeiro lar, é o nosso próprio corpo. Nossa...Como temos maltratado o nosso corpo! E como isto temos comprometido o nosso equilíbrio global sob o ponto de vista da integralidade do Ser enquanto composto humano de corpo, emoções, mente e espírito. A vida viva acontece nesta inteireza! E o dom da vida, que recebemos pela graça do Senhor da Criação, é regida no pulso do nosso organismo por um sistema nervoso especializado e autônomo, também conhecido como sistema nervoso vegetativo. E como o próprio nome sugere, deverá ser cuidado como todo sistema vital exige ser, semelhante aos vegetais. Gosto muito da idéia de que devemos cuidar da nossa saúde como se cuidássemos de uma plantinha bem delicada. Desde os tempos ancestrais, a tradição filosófica indica que a vida e a realidade acontecem através da combinação de quatro elementos: Terra, Fogo, Água e Ar. Assim como uma árvore, nós também necessitamos do fogo da luz solar, da água despoluída dos nossos lençóis, do oxigênio puro do ar e do vento dos movimentos. E não nos esqueçamos do adubo, que são os bons alimentos ricos em nutrientes, para a nossa terra-corpo, que sustenta as nossas raízes em nosso crescimento em direção ao céu. Portanto, cuidemos de nossa natureza interior! Cuidemos em não poluir o ar de nossos pulmões, os rios de nossas veias e artérias. Não devastemos as nossas faunas e flora de nossa microbiota intestinal, tão importantes para nossa saúde, inclusive psicológica e mental. Além disso, em busca de uma verdadeira ecologia pessoal, pelo nosso sistema emocional, cultivemos bons afetos; pela nossa mente, meditemos e alimentemos saudáveis pensamentos. E pelo nosso espírito, que possamos nos manter encantados com a maravilhosa magia que é viver. E assim, viver o presente terá o sentido da eternidade que se traduz no aqui e agora do contínuo da vida que é imortal.   

Haverá aquele que dirá que ecologia e ambientalismo são puro modismo. Que seja! Torço para que esta moda pegue firme e se enraíze profundamente no coração da humanidade. Namastê.

Dulcimar Menezes
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