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Colunistas - Dulcimar Menezes

Canção de Sete Estrofes para Sete Décadas

Publicado na edição 111 de Maio de 2011

No teu desejo fui concebida
De tuas entranhas sou renascida
Pela tua essência, nutrida
Pelas tuas mãos, erguida
Pelas tuas palavras, conduzida
Pelo teu zelo, protegida
Por teu modelo, inspirada

Devo-te as noites sem sono,
O teu sonho adiado
Os momentos de alerta disparado
Quando o termômetro indicava
Minha temperatura elevada
Que mais parecia acender
A fogueira do teu coração.

Devo-te os dias de luta,
O desgaste do teu corpo
Que no vai e vem das horas
Entre papinhas, fraldas e banhos
Não parava de mover
Não sem antes confirmar
Meu tranqüilo adormecer.

Devo-te o primeiro, o segundo e o terceiro passo
A primeira, a segunda e a terceira escola.
Devo-te todas as fábulas, cantigas e brincadeiras
Que ao abrigo do teu olhar orgulhoso
Do meu fazer desastroso
Que aos poucos se ajeitava
Quando o teu sorriso eu buscava.

Passadas tantas infâncias
A tua é a terceira
O tempo já deixa marcas no teu rosto e no meu também
Lembro das festas em tua homenagem
Iluminadas pelo brilho dos teus olhos
Vidrados de tanto amor
Nosso “Mãezinha do coração” soava feito louvor

Hoje peço ao Pai Amoroso
Que toda vida me ouviu
Que olhe sempre por ti,
 Mulher de força e coragem
Que ao aceitar minha vida
Com coração desprendido
Tudo me deu, nada exigiu.
 
Sentirei muita saudade na hora da tua partida
Não maior que a tua dor
Se o destino antecipar minha ida.
Por tudo que sei e sou
Pelo caminho que vou
Eternamente agradecida
A ti, “minha mãezinha querida”.

Dulcimar Menezes
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