JORNAL MILÊNIO VIP - O MUNDO, BRASIL E MAGÉ

Colunistas - Nestor Vidal

O MUNDO, BRASIL E MAGÉ

Publicado na edição 112 de Junho de 2011

No dia 17/05, foi publicada a notícia de que um novo estudo do Banco Mundial afirma que as seis maiores economias emergentes (Brasil, China, Índia, Indonésia, Coréia do Sul e Rússia) vão responder por mais da metade do crescimento econômico global em 2025. Isto poderá ocasionar que o sistema financeiro internacional não seja mais dominado por uma única moeda, na previsão dos pesquisadores.

Para que isto ocorra, diz o estudo, o Brasil precisa “reduzir as lacunas educacionais e garantir acesso à educação”. É uma perspectiva que se desenha como um desafio a ser alcançado.  Há consenso sobre a relevância do avanço na Educação.

A Educação é um dos mais viáveis instrumentos do desenvolvimento nacional; isto é um conceito aceito por todos. Diante destes fatos, surgem questões de como alcançaremos esta metas e alguns pontos são importantes, tais como: a ampliação do acesso à educação, ensino fundamental de qualidade, oferta de cursos técnicos compatíveis com as demandas dos diversos municípios, ensino superior acessível, ou seja, a universalização e a qualificação da oferta pública educacional.

É uma perspectiva além... que se inicia no “aqui”, município de Magé – tenho a percepção de que vivemos um contexto político, econômico e social que é promissor quando segue o crescimento nacional delineado no horizonte mundial. Os governantes costumam priorizar as ações de impacto imediato e o investimento em educação não apresentar resultados imediatos e, devido ao custo, costuma ser negligenciado. Em alguns municípios constatam-se as intervenções pontuais, tais como a contratação emergencial de professores – sem a realização de concurso público -, e a construção de prédios escolares de forma aleatória. A comunidade escolar formada por estudantes, pais, professores, funcionários técnicos-administrativos nem sempre são parte de uma aposta da construção coletiva do comprometimento dos principais interessados na qualidade da educação.   

Estamos próximos de dias melhores para o povo de Magé. Que o progresso finalmente nos dará a oportunidade de sermos um município capaz de abrigar investimentos necessários ao entorno do Polo Petroquímico de Itaboraí. Urge que a capacitação dos jovens aconteça. Que os gestores locais aproveitem este “momento-movimento” e invista no cidadão mageense, dando exemplo, como outros municípios já estão fazendo, com iniciativas de ofertas de cursos técnicos de meio-ambiente, petróleo e gás, hotelaria, turismo, idiomas entre outros, para escrever uma nova história do município.  

Existe um atrativo natural que corresponde à topografia do município para a instalação e o desenvolvimento de indústrias, comércio varejista, agricultura, piscicultura, além da proximidade a portos, aeroportos, centro comerciais, com a presença de aerovias e ferrovias.

Faz-se necessário uma política municipal de captação destas indústrias que nos trará empregos e benefícios sociais e estruturais. Incentivos fiscais e locais para instalações em um distrito industrial que possa acolher a todos, e a preocupação necessária com o meio ambiente, pois crescimento tem que acontecer com respeito; o mundo que construímos hoje será o futuro dos nossos filhos e netos.

Encerro com uma estrofe da música “É”, composição de Gonzaguinha:   
É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
            
Um forte abraço,
Nestor

Nestor Vidal
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