JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Moisés Queiroz

O QUE QUEREMOS PARA NOSSA CIDADE, NOSSOS FILHOS E NOSSA GENTE?

Publicado na edição 112 de Junho de 2011

“Somos a única espécie, em meio a milhões na natureza, que pensa, tem consciência de si mesma e escreve sua história. Um privilégio indescritível. Mas temos escrito uma história que nos liberta ou nos aprisiona? Muitos vivem em sociedades livres, porém são escravos das suas emoções”
Augusto Cury

Tenho pensado a respeito da importância que tenho dado a minha família e chego à conclusão que o mesmo peso dessa responsabilidade recai sobre como eu trato minha cidade. De quais formas eu poderia ajudá-la como pai, cidadão e como brasileiro.

Dia 09 de junho, nossa querida cidade de MAGÉ completa 446 anos. E daí!... O que eu tenho com isso?... Muita coisa, quase tudo. Quanta indignação por coisas que nossa cidade tinha, e hoje não mais: uma maternidade onde nossos filhos pudessem nascer. Uma casa de saúde de verdade, um, só um cinema, empresas onde nossa gente pudesse trabalhar e tirar dali seu sustento, sem ter que se deslocar para outras cidades. Uma sociedade civil verdadeiramente organizada. Não falo de uma determinada organização social onde se busca apenas a vaidade humana e seu “status”. Falo de uma organização social onde a busca seja pelo bem comum pelo conjunto da obra e não por vantagens passageiras, onde o tempo (senhor da razão) tudo desfará. 

É bom lembrar a todos que hoje estão com o sentimento do poder que, duas palavras não podem ser esquecidas: temporalidade e transitoriedade. Não somos. Apenas estamos.

É bom lembrar também que o que vai persistir é aquilo que plantamos, o que vai ficar para nossos filhos é antes de tudo, o nosso exemplo.

Tenho conversado com alguns amigos que, temos que transformar nossa indignação em ação digna. Mas para que isso aconteça, não podemos ficar parados, de braços cruzados ou esperando que alguém faça aquilo que nós mesmos podemos fazer. Vamos nos unir em pequenos grupos e lutar por nossa cidade. Cada um de nós deve descobrir como fazer isso. Mas para descobrirmos, devemos nos comunicar, interagir e finalmente descobrir que somos capazes de mudar um destino aparentemente fadado ao insucesso. E que neste dia 09 de junho, nossa cidade possa despertar para novas possibilidades. Sejamos os autores de nossa própria história.

Moisés Queiroz
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