JORNAL MILÊNIO VIP - Ousadia para falar de Amor

Colunistas - Dulcimar Menezes

Ousadia para falar de Amor

Publicado na edição 112 de Junho de 2011

Além, muito além,
Para além das fronteiras
Está o que não tem fronteira.
(Mantra tibetano)

Todos nós já experimentamos as repetições da vida. É verdade! A vida não é retilínea. A vida segue em espiral. Partimos de um ponto, seguimos em frente atravessando o tempo e não demora percebermos que voltamos ao ponto de partida. Porém, o círculo não se fecha. Algo em nós se elevou e marca um novo início de ciclo. Mudamos; Crescemos; Transformamos. Somos partículas; Somos onda; Somos movimento; Somos sempre uma nova oportunidade...

Estamos em tempo novamente de falar de Amor e falar de Magé. Aproveito a oportunidade do nosso encontro para lhes apresentar uma pessoa que reúne em si estes dois conceitos. Uma amorosa mageense muito importante na minha história que, na complexidade das nossas existências, me ajudou a construir os meus mitos pessoais. Nascida do encontro amoroso do Ferroviário e alfaiate Agripino Nunes da Silva com a Professora Luísa Vieira. Naturalmente filósofa, formou-se em filosofia. Terapeuta em filosofia clínica e escritora de nascença, Leila Vieira lançou recentemente ao mundo seus amores, sonhos e devaneios na forma de um livro. Um livro de contos: Paixão Súbita.

Acredito que um livro é como um filho. É concebido no nosso desejo; Gestado nas nossas entranhas e parido de nosso corpo. Mas, então ele ganha vida própria. Em sua existência, nos conta e nos melhora. Assim, quero falar de uma Paixão Súbita. Não do livro, pois este se contará por si. Quero falar do que testemunhei: a Paixão Súbita de Leila Vieira pela vida. Paixão que a fez não à frente, mas em frente no seu tempo, desbravando territórios, vencendo o seu corpo, e seguindo a sua luz. As nossas tradições ancestrais ligadas ao tronco Tupy entendem que somos metade céu, metade sol e metade terra e que o som das vogais possui a vibração da energia dos elementos da natureza que estariam relacionados às nossas funções humanas elementares. Também entendem que, através dos nossos nomes, trazemos para nossa essência as virtudes de cada elemento. Então, o E vibra o elemento Lua e cria um padrão de comunicação que vem da alma; O I vibra o elemento Sol e cria a intuição que nos conecta com o Espírito Maior; O A vibra o Ar e cria o predomínio do pensamento que liberta com responsabilidade. Pois bem, assim é maneira que eu sei contar Leila Vieira. E, I, A: Alguém que comunica com o sorriso e com o olhar e que, com a força da sua conexão com Espírito Maior, encontrou no pensamento as asas para se lançar ao infinito, onde não há fronteiras. Autora de um poema que falava de um Gigante. Este poema que me fez compreender que só a poesia era capaz de traduzir em palavras o que vai no coração do homem, pois deu sentido e alívio ao que passava no meu e me consolou quando vi o meu Gigante cair.

Pois é, Magé, pobre Magé... Magé, linda Magé pelos seus filhos que se criam sozinhos. Ilustres e bem sucedidos não na riqueza da matéria, mas nos tesouros da alma, legado de sábios, pensadores e artistas que circulavam vigorosos de seus sonhos pelas ruas da cidade e que, lamentavelmente, hoje pouco se vê...

Paixão Súbita. Uma boa dica para os namorados... Uma boa dica para Magé!

Parabéns, Tia Leila! Valeu mesmo! 

 

 

Dulcimar Menezes
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