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Colunistas - Antônio Seixas

O Acadêmico Alcino Guanabara

Publicado na edição 113 de Julho de 2011

Alcindo Guanabara, jornalista e político, nasceu em Magé, a 19 de julho de 1865, e faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1918. Fundador dos jornais Tribuna (1898-1903), Novidades (1887-1892), A Nação (1904), e O País (1904-1906). Eleito cinco vezes Deputado Federal (1891 a 1911) e uma vez Senador da República (1912 a 1918), proferiu o célebre discurso por ocasião da morte de Machado de Assis, na tribuna da Câmara dos Deputados. Dentre suas obras citamos: A presidência Campos Sales (1902), Discursos fora da Câmara (1911) e Pela infância abandonada e delinquente no Distrito Federal (1917). Convidado pelo Visconde de Taunay, a 28 de janeiro de 1897, para a última Sessão preparatória para a fundação da Academia Brasileira de Letras.

Alcindo escolheu como patrono de sua cadeira Joaquim Caetano da Silva (1810-1873), médico, filósofo, diplomata, professor de francês, em Paris, membro do IHGB, autor de uma “Gramática Portuguesa”, de “Mecanismos da língua grega” e “Questões Americanas”, seu antigo professor no Colégio Pedro II.

Curiosamente, Alcindo não compareceu a Sessão Solene de instalação da Academia ocorrida em 20 de julho de 1897. Uma justificativa para tal falta estaria no fato de que no dia anterior havia sido seu aniversário. No mesmo sentido, estranho é que nos anais da entidade não seja encontrado nenhuma manifestação acerca de sua prisão, quando do atentado ao Presidente Prudente de Morais. 

Apesar da pouca participação nos eventos da Casa de Machado de Assis, Alcindo compareceu para votar nas eleições de Afonso Arino de Mello Franco (em 31 de janeiro de 1901), de Euclides da Cunha (em 21 de setembro de 1903), e de Mário de Alencar (em 31 de outubro de 1905).

Encontramos Alcindo Guanabara ainda na sessão solene de recepção ao escritor João de Sousa Bandeira, na cadeira n.º 13, que tem por patrono Francisco Otaviano (10 de agosto de 1905), e sua nomeação para a comissão encarregada da confecção da estátua de Machado de Assis (14 de novembro de 1908) que se encontra ainda hoje na entrada do Petit Trianon - sede da Academia Brasileira de Letras.



Antônio Seixas
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