JORNAL MILÊNIO VIP - Magé precisa de uma nova história

Colunistas - Felipe Augusto dos Santos

Magé precisa de uma nova história

Publicado na edição 114 de Agosto de 2011

Após o resultado da eleição suplementar, a nova administração municipal terá muitos desafios pela frente e terá pouco tempo para enfrentá-los, já que no próximo ano haverá eleições para prefeito e vereadores. Mas por onde começar? Saúde e Educação são sempre prioridades. Ao mesmo tempo, o equilíbrio das finanças do município merece atenção especial.

E como é possível “arrumar a casa” e promover realizações diretas em benefício da população mageense em menos de um ano e meio de governo? De fato, é uma tarefa árdua, porém não impossível.

É provável que o elevado nível de aprovação obtido nas urnas e o apoio do governo estadual favoreça novos projetos. Porém, há um aspecto simbólico que deve permear todos os outros para o novo governo: a inflexão positiva vivida pelo município, de otimismo e na crença de que as coisas vão mudar.

Nesse sentido, é preciso construir uma estrutura na qual a população sinta-se identificada, um discurso que una os mageenses a um sentimento de pertencimento à sua terra. Estrutura essa que pode ser construída, sobretudo, a partir de imagens e símbolos socializados. E nada melhor do que valorizar a rica História do nosso município como fator de produção e difusão de cultura.

Atualmente, Magé não dispõe de nenhuma instituição pública voltada especificamente para a pesquisa, preservação e divulgação da História local, ao passo que surgem diversos trabalhos acadêmicos dedicados à cidade. É preciso incentivar esses estudos, reuni-los e divulgá-los junto à população, realizando seminários com os professores e alunos do município.

Em 2006, por exemplo, a Faculdade de Formação de Professores da UERJ produziu, junto ao Ministério da Educação (MEC), uma coletânea com material didático específico para o conteúdo de história local em Magé, previsto para ser distribuído em todas as escolas municipais. Porém, até hoje a municipalidade não autorizou sua implementação.

De fato, o tempo é curto, mas existem ações governamentais simples (e até baratas) que podem significar muito para o futuro da cidade. Portanto, agora é a hora do otimismo demonstrado pelos mageenses ser canalizado para um sentimento ainda maior, de pertencimento e orgulho, no afã de construir, com a participação de todos, uma nova História para Magé.

 


Felipe Augusto dos Santos
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