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Colunistas - Rosinha Matuck

El Gran Circo se fué

Publicado na edição 115 de Setembro de 2011

Circo é comumente uma companhia itinerante que reúne artistas de diferentes especialidades: malabarista, palhaço, acrobata, em muitas formas de espetáculos como monociclo, globo da morte e etc. Mas aqui em Magé um circo foi instalado com o “consentimento” da população há uns 15 anos e não queria de jeito nenhum  ir embora. Os palhaços, as acrobacias,  já não faziam ninguém  feliz. Toda a população queria ver o circo partir, mas não havia como!

Ele se instalara na cidade a preço altíssimo, com a conivência de “muitos’ que queriam compartilhar do picadeiro  farto de acrobacias... e que acrobacias! Mas como isto era privilégio de alguns afortunados , o povo pagante cansado, morto, faminto, explodindo e implodindo de tanta sacanagem, resolveu dar um basta. Oitenta e um mil foram às ruas tentar expulsar o circo, que insistia em permanecer ao preço módico de 30 reais. O povo decidido disse não.

Mas não foi fácil. Helicópteros voavam nos céus, blindados corriam nas ruas estreitas da cidade . El Gran-Mestre da Maçonaria orquestrou a grande sinfonia e o povo aplaudiu calorosamente o novo espetáculo, aderindo à nova era que começava,no lugar do velho e podre circo. Magé era só alegria, a cidade exalava o perfume das camélias e violetas. Não que elas prometessem o perfume eterno, mas um temporário, afim de que o odor fétido fosse levado pelos ventos frescos de uma primavera em flor que se iniciava. Agora era só trabalho a fim de recuperar o tempo perdido, deixado como herança pelo velho picadeiro que, com suas magias de caldeirão ardido, mostrou Magé internacionalmente como uma grande piada de mau gosto.



Rosinha Matuck
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