JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Robson Pereira

Datas para não esquecer!

Publicado na edição 115 de Setembro de 2011

O onze de setembro para o mundo e  o primeiro de janeiro de 2005 para Magé. Datas para não esquecer!

Neste último dia 11 de setembro o mundo lembrava os 10 anos do maior ataque terrorista da história.  Fundamentalistas Islâmicos impunham ao mundo suas diferenças, num ataque fulminante colocavam abaixo toda a imponência das Torres Gêmeas em Nova Iorque, e toda soberania política da maior potência do mundo. Um dia para entrar para a história da humanidade, onde mais de duas mil pessoas foram mortas e toda uma geração marcada por esse ato extremo.

Em Magé, até o ano de 2005, amargávamos a conseqüência trágica da segunda revolta da Armada, onde fomos brutalmente vitimados por um sangrento ataque que ficou conhecido como os Horrores de Magé, uma tragédia que nos custou muito, nos tiraram o conceito de uma cidade celeiro, próspera por sua localização e potencial agrícola. Poucas pessoas sabem que esse episódio foi o principal responsável pela decadência dessa que é uma das cidades mais antigas do país. Até que nossa população,  em sua maioria desaculturada, acabou vendendo o seu voto e a sua soberania para um grupo político, que com o nosso próprio aval, escreveu as piores páginas de nossa história. No caso dos Horrores de Magé, fomos vítimas das nossas próprias riquezas, e de uma decisão irresponsável de um Comando Militar, porém isso era da cultura de conquista de poder. E agora? Somos livres dos comandos militares, já abolimos o voto de cabresto, vivemos em um país democrático, como podemos explicar os quase seis anos de mandato de um grupo que só cometeu desmandos e atrocidades para a população Mageense? Já pararam para pensar o quanto sofremos em função da nossa própria escolha, ressaltando que elegemos e reelegemos o nosso próprio agente do mal. Será que é necessário falar de enriquecimento ilícito, apologia ao  próprio nome, fraude das mais diversas naturezas, que cabem à Justiça julgar?  Diante de tudo que vimos e vivemos durante todos esses anos, posso afirmar que os prejuízos que tivemos durante esse período que parecia interminável, foram devastadores para a nossa cidade. Magé foi ferida no peito por uma arma quase letal, foi contaminada em sua essência, por um vírus que corrói a estima do cidadão, uma lavagem cerebral que transformava pessoas em soldados desse Exercito do Mal. Com tudo isso, nossa cidade amargou prejuízos que ainda não conseguimos contabilizar,  a população foi transformada por uma espécie de refém do medo e sem autonomia para ser dona de sua própria vida.

Despeço-me, afirmando para todos o que já demonstramos nas urnas. Somos donos de nossas próprias vidas e somos os agentes de nossa história, sofremos tudo o que era possível sofrer, vivemos  quase seis anos  de um ataque terrorista a cada dia, sofremos os Horrores sem precedentes, porém sobrevivemos e tivemos forças para mudar o que parecia impossível.  Tivemos dignidade para sacudir a poeira e seguir o curso de nossa história, com a esperança e a certeza de que podemos voltar para o rumo e Magé  ser reconhecida como uma cidade feita de gente séria e consciente do seu papel social.

Vamos parar  de aprender pela dor. Vamos nos conscientizar de que aprender é uma necessidade de quem quer ser reconhecido e respeitado.


Robson Pereira
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