JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Dulcimar Menezes

Arvoragem

Publicado na edição 115 de Setembro de 2011

“Você não pode fazer grandes coisas para mudar o mundo. Mas pode fazer pequenas coisas com grande amor”.
(Madre Teresa de Calcutá)

Salve, Salve! Oh, divina dama, sagrada criatura do Amor Universal!

Reverencio ao esplendor de tua magistral existência...

Tua vida é, pra mim, uma lição.

És Rainha em teu majestoso reino!

Corpo emocional do planeta, herdamos de tua sabedoria a capacidade de nos encantar e arrepiar diante da beleza contida no vivo.

Penetras carinhosamente as entranhas da Mãe e sugas com equilíbrio o teu sustento.

Com o olhar aos céus, ergues os braços e segues, determinada, crescendo em sua direção.

Assenta-te com postura firme de guerreiro fiel à causa de tua luta.

Dona de virtuosa personalidade, em teu silêncio meditativo ensinas a paciência e a humildade, entregando-se, sem queixumes ou revoltas, às vicissitudes da vontade do Grande Mistério. A Este, sempre soberanamente Justo e Bom, entrega-te com gratuidade e gratidão, atitude e sentimento dos que possuem a fé no infinito e eterno.

Acolhes em teu colo os pequenos operários alados, fazendo-te morada segura a estes leais e dedicados semeadores do Divino Agricultor. Estes pousam em teus braços como anjos cansados e apreciam ao maravilhoso espetáculo do repousar do Astro Maior e aguardam o seu despertar como sinal de que a fabulosa festa da vida está por retomar o seu infindável ciclo de claridade e sombra. 

Potestade és que domina o segredo da transformação de Luz em seiva, energia em matéria...

Com tal poder, cuidas da fome e da saúde o homem, que hoje te escraviza pela ganância de razão mesquinha.

Em meu coração, ouço o teu pranto calado pelo ser que violenta a tua carne...

Pobre criatura que se diz humana, posto que há de se arrepender, entre “choros e ranger de dentes”, pela perversidade, que sem parcimônia, traduzem em suas pegadas de destruição!

Oh, Nobre Senhora dos nossos destinos, encarnação arquetípica das potencialidades do sagrado feminino, és exemplo de resignação e generosidade, jamais te negando ao serviço de fertilizar, florir, colorir, gerar e parir o bom e o belo!

O meu torso se curva em honra de tua realeza!

Rogo ao Ser Supremo pela sobrevivência da minha espécie, que com toda a sabedoria científica e tecnológica, porém com profunda ignorância da inteligência da alma, ainda não foi capaz de promover um convívio equilibrado e fraterno entre as diferentes espécies que habitam a nossa casa comum.

Queiramos Deus e todos nós que um dia o coração do homem volte a arvorejar...

Salvem as árvores!

21 de setembro - dia da árvore. 2011 – Ano Internacional das Florestas.



Dulcimar Menezes
Conheça o perfil pessoal de nosso colunista ou outros artigos publicados por ele
Clique Aqui