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Colunistas - Felipe Augusto dos Santos

o legado da copa e das olimpíadas para magé

Publicado na edição 116 de Novembro de 2011

Em todas as reportagens sobre a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, as autoridades brasileiras fazem questão de destacar o “legado” que estes eventos vão deixar para as cidades-sede, sobretudo para o Rio de Janeiro.

E Magé? Também pode colher frutos nesse cenário de grandes eventos esportivos no país? Tanto pode, quanto deve!

Nos Jogos Olímpicos do próximo ano, em Londres, por exemplo, a seleção brasileira de judô ficará na cidade de Sheffield, distante quase duzentos quilômetros da cidade-sede. Isso mostra que não apenas o local das competições, mas toda a região vizinha pode se herdar esse “legado”. Detalhe: Magé fica distante do Rio de Janeiro apenas 65 quilômetros.

Para a Copa de 2014, Magé poderia apresentar um projeto para servir de concentração a uma seleção no mundial. Com um clima agradável, próximo da Serra dos Órgãos, certamente seria um atrativo e tanto para as delegações estrangeiras. Inclusive, o governo local deve ficar atento ao sorteio do grupo de seleções que ficará no Rio de Janeiro. Assim, poderia personalizar o projeto para públicos específicos.

Tudo isso sem falar no grande número de turistas que essas competições irão atrair. Durante a Copa, seria maravilhoso ver a cidade recebendo milhares de visitantes interessados em conhecer a “Terra de Garrincha” e um museu construído em sua homenagem (que infelizmente ainda não existe!). Muitos desses turistas, sem dúvida, poderiam aproveitar a visita para conhecer mais o município, com sua rica história e exuberante natureza. Mas para isso, é preciso agir agora!

Sem dúvida, a cidade de Magé precisar estruturar sua capacidade hoteleira (aumentar o número de hotéis, de quartos disponíveis e, principalmente, de profissionais da área). Da mesma forma, o governo municipal precisa elaborar, com urgência, um Plano de Desenvolvimento Turístico, projetando a cidade para daqui a dez, quinze anos.


Nessa empreitada, a iniciativa privada tem importância fundamental, porém o governo de Magé deve tomar as rédeas do futuro turístico da cidade e gerenciar todo esse processo.

Algumas iniciativas são bastante simples e não requer muito esforço. Por exemplo, a cidade abriga na Avenida Padre Anchieta um pólo do CEDERJ (Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro), consórcio formado por seis universidades públicas que oferece diversos cursos superiores à distância, em pólos localizados por todo o estado.

Em Magé, os cursos universitários oferecidos pelo CEDERJ são Pedagogia, Administração, Matemática e Biologia. A estrutura dos cursos e a direção do pólo são muito boas! Mas aqui cabe uma sugestão ao governo municipal: por que não formalizar um pedido junto ao CEDERJ para oferecer no pólo Magé os cursos de Licenciatura em História, Licenciatura em Turismo (graduação em quatro anos) e Tecnologia em Gestão de Turismo (tecnólogo em dois anos)? Esses cursos estão intimamente ligados às potencialidades e possibilidades de desenvolvimento econômico local (Turismo Histórico, Eco-Turismo). Tudo isso sem falar em cursos de extensão nessas áreas que poderiam ser ministrados no pólo, capacitando mageenses para o futuro do município.

Portanto, mãos à obra! O município de Magé já foi um grande produtor de alimentos no século XIX, um importante pólo industrial têxtil no século XX e agora vê o Turismo como grande oportunidade para seu desenvolvimento no século XXI. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deixarão um “legado” e Magé não pode se furtar desta herança!

 

Felipe Augusto dos Santos
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