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Colunistas - Robson Pereira

Todo Cidadão é um Educando e um Educador

Publicado na edição 116 de Novembro de 2011

Não viemos ao mundo só para sobreviver. Do nascimento ao último dia da vida de cada cidadão, temos um dever explícito de educador. Como quem se prepara para os desafios da sobrevivência, levamos a todos os cantos e de todas as formas a educação. De forma lúdica ou tradicional, explícita ou implícita, educamos a todo tempo.  Não podemos a essa altura do campeonato ter como convicção  que isso ou aquilo não me compete, que sou professor de matemática e não tenho que corrigir erros de português, que limpar é obrigação de alguns, e que manter limpo é uma lição a ser aprendida somente na escola. São pequenos valores que estão se perdendo pelo caminho banalizados pela sociedade.

Num momento de minha vida, onde renovava a minha fé, aprendi com um amigo uma frase muito marcante e que me acompanha como um norte: “ Eu tenho medo da graça que passa sem que eu perceba”. Fazendo a leitura dessa afirmação não é difícil refletir o quanto perdemos em oportunidade de fazer algo, simplesmente por não perceber ou não querer enxergar o momento. Em todas as minhas matérias, sem exceção, procuro falar de educação. Faço isso por idealismo, por ser convicto de que a educação é o único caminho. Porém tenho um objetivo que busco alcançar,  que é uma busca necessária e urgente, e por força das circunstâncias, essa urgência tem por obrigação durar a vida toda. Se não praticarmos a Educação à todo momento e em todos os lugares, não teremos condições de falar em mudanças. Se não buscarmos atitudes retas visando o bem comum, como acreditar simplesmente na graça?

Essa semana passei por uma situação no mínimo curiosa. Em uma conversa informal com um amigo jornalista, onde ele perguntava sobre recursos Federais liberados diretamente para as escolas Estaduais e Municipais. Tentei esclarecer ao máximo como funciona esse processo. Dei essa explicação porque conheço do assunto, tenho vivência como Administrador na área de Educação e também  tenho como princípio a socialização das informações.  Acredito que como jornalista esse amigo também tem como princípio a socialização das informações, e sendo assim, publicou uma matéria esclarecendo a finalidade de cada Programa do Governo Federal, onde são repassados recursos diretos para as escolas ( PDDE, PDE, MAIS EDUCAÇÃO E ESCOLA ABERTA). O curioso  é que essa matéria deveria ter sido vista como uma utilidade pública, mas infelizmente gerou comentários absurdos, tais como: Um Secretário de Administração não pode falar sobre assuntos de educação, pois não é de sua competência.

Finalizo, lamentando por esse tipo de pensamento pequeno, e falando  alto e em bom tom:    PROMOVER EDUCAÇÃO É UM DEVER CONSTITUCIONAL DO ESTADO E UM DIREITO DE TODOS.

"Quem vem a minha casa com Deus no coração, senta a minha mesa e come do meu pão!"

Robson Pereira
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