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Colunistas - Antônio Seixas

Centenário de Mário Rossi

Publicado na edição 117 de Dezembro de 2011

Mário Rossi nasceu em Petrópolis, a 23 de maio de 1911, filho dos italianos Alexandre Rossi e Aurélia Pizzoni Rossi.  Poeta, compositor e letrista. Residiu em Santo Aleixo, em fins da década de 1930, onde trabalhou nas indústrias têxteis como contramestre de tecelagem. Iniciou a carreira literária colaborando nos jornais mageenses “Cidade de Magé” e “A Luz”, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, em 1935. Publicou os livros “Poemas para ler e escrever” (1937) e “Argila humana” (1972). Colaborou ainda com o jornal carioca “O Malho” e no “Jornal de Petrópolis”. Agraciado com o título de Cidadão Mageense Honorário, iniciativa do vereador Hugo Braga. Como compositor Mário Rossi estreou com as valsas “Assim acaba um grande amor” e “E o destino desfolhou”, parcerias com Gastão Lamounier, gravadas por Carlos Galhardo (1938). Em 1942, Nelson Gonçalves lança seu primeiro sucesso, “Renúncia”, parceria de Mário Rossi com Roberto Martins. Da dupla, Nelson Gonçalves gravaria ainda “A saudade é um compasso demais” (1943). Com Roberto Martins, Mário Rossi compõe ainda “Beija-me”, gravada por Cyro Monteiro (1943); “A valsa dos noivos”, gravada por Roberto Paiva e as Três Marias (1944) e “Bodas de Prata”, gravada por Carlos Galhardo (1945). Envolvendo-se na polêmica musical que cercou o casal Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, Mário Rossi, em parceria com Marino Pinto, compõe o bolero “Que será?”, gravado por Dalva de Oliveira. A Rainha do Rádio gravaria ainda “Meu rouxinol”, parceria de Mário Rossi com Pereira Matos. Com Herivelto Martins, compõe “Adeus”, “Nada”, “Que fazer?”. Em parceria com Vicente Celestino, compõe “Sangue e areia” (1941) e “Terra virgem” (1942). Outros intérpretes de Mário Rossi foram Ângela Maria, Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Elza Soares,  Isaura Garcia, Marlene e Emilinha Borba e Tito Madi. Falecido no Rio de Janeiro, em 22 de outubro de 1981, quando da fundação da Academia Mageense de Letras foi escolhido para patrono da cadeira n.º 31, ocupada, desde dezembro de 2006, por Roberto Fernandes, seresteiro, poeta, trovador, compositor e professor de música.




Antônio Seixas
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