JORNAL MILÊNIO VIP - Senhor, atende-me!

Colunistas - Rosinha Matuck

Senhor, atende-me!

Publicado na edição 117 de Dezembro de 2011

Fazei-me calar!

Não por medo, por omissão ou interesse pessoal, mas por pavor do turbilhão de sensações dentro de mim, a me fazer tão mal. Caminho, tentando minimizar a dor, mas quando saio à rua, ou abro meu e-mail, lá vem porrada, guerra fria, tiro de todos os lados. Falam das cobras que se alojaram na prefeitura ao lado do prefeito. Falam das obras: as que estão sendo e as que não estão sendo realizadas.

Se algo de bom acontece, tem dono. Toda a boa obra tem um dono: “fui eu quem pediu”, “fui eu quem mandou”, “fui eu que comecei”... Tudo tem dono – mas a custos altíssimos - e nada, de fato, é duradouro, nem pertence a esses duzentos e tantos mil eleitores mageenses que ainda insistem em morar numa cidade sem água, sem saúde decente e sem educação.

- Ah, dirão alguns, nas escolas tem!

Sim, mas a que preço? E estão onde há demanda?  Espero que sim, embora duvidasse no outro governo.
Ah... Não quero continuar, trégua! Mas é impossível resistir à cara de pau dos vereadores que antes eram adeptos do clã e hoje recebem benesses para votar, em favor do povo que os elegeu para fiscalizar o próprio bolso!

AO POVO, AS BANANAS...

Mas, como diz o mercado, é fim de ano: as esperanças se renovam e, vamos que vamos! É Natal!

Então, Senhor, deixai que eu fale e ouvi-me!

Quero falar de coisas boas, quero a paz no lugar onde moro, quero a pracinha linda como está. Quero que os médicos se conscientizem que R$7.000, da “outra” maneira, estava errado e que, em primeiro lugar, alguns tenham mais misericórdia e respeito pelos pacientes. Quero que, de fato, o IPTU vá lá pra baixo, mas quero que Magé tenha água, bastante água, pois tem gente morrendo por falta dela. Quero médicos dedicados e capazes. Quero o belo carnaval que vai acontecer. Não quero que a prefeitura pense que é o maior empregador do município, porque o maior ainda é o comércio local. Quero que a CRT viaje, de Rodobus, para o inferno. Quero que o prefeito quebre aqueles obstáculos, em Nova Marília, que impedem a passagem dos carros dos que, por se respeitarem, procuram fugir do pedágio. Quero, por fim, neste final de ano, que os aproximadamente 400 milhões do orçamento do ano que vem possam fazer a diferença por uma Magé melhor. E por ainda acreditar, quero estufar o peito e, com toda a minha alegria cantar.

“Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer. Todos os nossos sonhos serão verdade. O futuro já começou...”

A música “Um Novo Dia” começa a tocar na TV, trazendo aquela sensação de que o ano acabou, de que tudo o que deveria acontecer já aconteceu e que, portanto, é só fazer o balanço do ano e esperar o próximo, que vai chegar com um orçamento de aproximadamente 400milhões para, quiçá, fazermos acontecer a Grande Festa!

Rosinha Matuck
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