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Colunistas - Rosinha Matuck

Não me socorre, que eu estou feliz

Publicado na edição 119 de Fervereiro/Março de 2012

A frase é atual, mas traduz bem o espírito da festa que já tem mais de seis mil anos de existência. Egito, Assíria, Babilônia, Grécia e Roma já promoviam, cada uma a seu modo e num momento designado para isto, rituais que permitiam a liberação das pressões impostas pela vida em sociedade, a inversão da ordem estabelecida. A idéia era (e ainda é...) tomar um porre , de modo a poder suportar as agruras do dia-a-dia.

Claro que desde aquele tempo alguns já dispensavam as oportunidades fabricadas, usavam de desvios e disfarces para ter e usufruir dos seus prazeres. E o povão... só assistindo... e indo à forra no reinado que já foi de Saturno e agora é de Momo.

Mas o povo sabe... e através de seus artistas, denuncia, pede e espera, como no samba-enredo composto por Adilson Xavier para o G.R.E.S. Unidos da Ponte

A FACE DO DISFARCE
Eu hoje vou soltar a fantasia
Feiticeiro, palhaço e rei
E vou me revelar na alegria
Pra viver do jeito que sonhei
Hoje vou sambar de cara limpa
Como eu gosto e sempre quis
E vou desmascarar toda a tristeza
Só pelo prazer de ser feliz

Sai tristeza
Que eu vou passar (bis)
Viajar no tempo
Vou me encontrar...

Desfilando pela História
Magia, realidade, ilusão
Tantas faces no disfarce
Disfarçando a emoção
Na guerra ou na dança tribal
Nos mistérios do Oriente
No passado e no presente
Diferente e tão igual
São as máscaras da vida
Tudo acaba em carnaval...

Deixa a máscara cair
Que eu quero ver você sorrindo (bis)
Bota fé no seu olhar
Que o amanhã será bem vindo...

Rosinha Matuck
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