JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Antônio Seixas

Manuel Madruga Filho - Pintor Mageense

Publicado na edição 119 de Fervereiro/Março de 2012

Manuel Madruga Filho, paisagista, retratista, pintor impressionista e decorativista, nasceu na cidade de Magé, no seu então 2.º distrito, Santo Antonio do Paquequer, atual município de Teresópolis, em 20 de setembro de 1872, e faleceu no Rio de Janeiro, a 16 de junho de 1951. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes, sendo aluno de José Maria de Medeiros (1849-1925) e Zeferino da Costa (1840-1915). Passando a expor no Salão Nacional de Belas Artes, obteve menção honrosa no de 1894 e medalha de ouro de segunda classe em 1898, seguindo nesse mesmo ano para a França, com a ajuda de um parente, a fim de cursar em Paris a École des Beaux Arts e a Academia Julian, tendo sido discípulo de Jean-Paul Laurens, Henri Rochefort e Marcel Baschet. Em 1899, na Casa Postal do Rio de Janeiro, efetuou uma individual de grande sucesso, e com o dinheiro obtido com a venda dos seus quadros novamente partiu para a França, agora para uma permanência que se estenderia por várias décadas. Madruga integrou em 1911 a equipe de artistas encarregada da decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim. Pintou para a ocasião enorme painel de cinco por dez metros, “O Brasil ofertando os produtos do seu solo ao mundo”, adquirido mais tarde para o Ministério da Agricultura e depois destruído. Só voltaria ao Brasil tangido pela II Guerra Mundial, depois de ter participado várias vezes do Salon des Artistes Français e de ter feito em Paris algumas individuais, inclusive no Musée Carnavalet. Chegando ao Rio de Janeiro em 1940, venceu o concurso para as decorações do novo edifício do Ministério da Guerra, c om “O Grito do Ipiranga”. De então, até morrer, continuou participando dos Salões, obtendo, no Paulista de Belas Artes, a medalha de prata em 1940, e a medalha de ouro - postumamente - em 1952. Dedicou-se também ao magistério. Membro fundador da Academia Brasileira de Belas Artes.  Agraciado pelo Governo Francês os títulos de Oficial da Academia (1910), de Officer de l´Instruction Publique (1924) e de Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Segundo o“Dicionário das artes plásticas no Brasil”, de Roberto Pontual, “sua produção artística lembra muito o meio em que viveu mais tempo: a França. A tonalidade geral de seus quadros reflete a luz dos países setentrionais, menos intensa que a dos trópicos (...) Sua formação estrangeira em nada impediu que de volta ao Brasil (...) abordasse temas nacionais em paisagens e composições históricas". Seus quadros podem ser vistos na Pinacoteca de São Paulo e no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.


Antônio Seixas
Conheça o perfil pessoal de nosso colunista ou outros artigos publicados por ele
Clique Aqui