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Colunistas - Valmir Sant'Anna

Estado de resistência

Publicado na edição 119 de Fervereiro/Março de 2012

Há quem ponha em dúvida o futuro da liberdade reconquistada pelo povo mageense. A essas pessoas, respondemos que a liberdade tem mais que um futuro – tem eternidade. Antes que alguém pergunte! Resiliência vem da física e significa a capacidade de recuperar-se, de se moldar novamente depois de ter sido comprimido, exprimido ou dobrado, voltar ao seu estado original. Ao referenciar este conceito, comparo c o m  o atual momento que vivenciamos dia a dia na gestão administrativa do Município. Melhor analisando, resiliênte aqui não se trata de mero conceito, mas sim da habilidade, sensatez como o Chefe do Poder Executivo vem conduzindo este processo, tendo como meta o firme propósito do resgate da dignidade humana, da cidadania com o implemento dos programas e projetos pertinentes. Vale lembrar que estamos no limiar de um ano eleitoral e em poucos dias o momento em que o povo mais uma vez decidirá pela sua representatividade. Por outro lado, o Município carece de um paradigma político e somente ao segmento da sociedade organizada cabe o fomento, discussão e estabelecimento deste. Registre-se que as cidades e sociedades contemporâneas bem sucedidas, só alcançaram seus objetivos com o comprometimento de seus habitantes com a prática do exercício da cidadania, aliado a um certo grau de responsabilidade social. Nos dias atuais não cabe mais apenas irmos às missas de domingo dizer “Senhor tende piedade de nós”, e não agir. Para afirmar esta colocação me permito transcrever um texto, do guru de alguns, que dispõe:

 "Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

É fato que as tarefas, pelas necessidades diárias consomem todo nosso tempo, o pessimismo é marcante e na mais das vezes as pessoas estão vivendo somente para si. Mas não podemos nos deixar abater, é preciso que assumamos a consciência de tomar posse da liberdade conquistada, não só na busca pela solução das pendengas ante a administração municipal como vem acontecendo diariamente, mas como partícipes da restauração, reconstrução da vida pública, pelo progresso que avança em toda a extensão do Município.

          

Valmir Sant'Anna
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