JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Moisés Queiroz

Aniversário do CFN

Publicado na edição 119 de Fervereiro/Março de 2012

Nesta edição do Milênio Vip, recorri ao meu álbum de fotografias em homenagem e, para discorrer sobre uma das mais importantes Instituições do Brasil. Estou me referindo ao CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS, a verdadeira TROPA DE ELITE do país, que nesse dia 07 de março completa 204 anos de excelentes serviços prestados ao nosso país.

A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão.

Após o retorno do Rei D. João VI para Portugal, um Batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro. Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País.

Uma das tarefas da Marinha do Brasil é a projeção de poder sobre terra. Para tanto, além do bombardeio naval e aeronaval da costa, poderá a Marinha valer-se dos Fuzileiros Navais para, a partir de operações de desembarque, controlar parcela do litoral que seja de interesse naval. Essas operações, comumente conhecidas como Operações Anfíbias, são consideradas por muitos como sendo as de execução mais complexa dentre todas as operações militares. Atualmente a Marinha do Brasil dispõe de tropa profissional apta a executar, com rapidez e eficiência, ações terrestres de caráter naval, as quais lhe confere credibilidade quanto à sua capacidade projeção sobre terra.
Os Fuzileiros Navais, como Observadores Militares da Organização das Nações Unidas (ONU), atuaram em áreas de conflito, como El Salvador, Bósnia, Honduras, Moçambique, Ruanda, Peru e Equador.

Na República Dominicana, o Brasil participou da Força Interamericana de Paz, em 1965. A Organização dos Estados Americanos (OEA) formou uma força militar para ajudar na intervenção na República Dominicana. Sendo 800 soldados brasileiros, parte desses, Fuzileiros Navais. Em Angola, como Força de Paz, participamos da Missão de Verificação das Nações Unidas (UNAVEM-III) com uma Companhia de Fuzileiros Navais e um Pelotão de Engenharia. Mais recentemente estivemos nós, Fuzileiros Navais, no Haiti como membro da MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti). Missão criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 30 de abril de 2004, por meio da resolução 1542 para restaurar a ordem no Haiti, após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Tendo como objetivos principais: a estabilização do país, pacificar e desarmar grupos guerrilheiros e rebeldes, promover eleições livres e Formar o desenvolvimento institucional e econômico do Haiti.

No ano de 2010 um terremoto catastrófico ceifou a vida de mais de 150 mil haitianos e os danos causados Milhares de edifícios, incluindo os elementos mais significativos do patrimônio da capital, como o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento, a Catedral de Notre-Dame de Port-au-Prince, a principal prisão do país e todos os hospitais, foram destruídas ou gravemente danificadas. Naquele momento, os Fuzileiros Navais estavam lá e graças a essa Tropa muitas vidas foram salvas e muitos trabalhos humanitários foram desenvolvidos a partir daquele sinistro.

Quero registrar que em várias dessas missões aqui descritas, houve a participação de Mageenses  Fuzileiros Navais.  E com grande orgulho me confraternizo com esses companheiros tão especiais dos quais se entregaram com o risco de suas próprias vidas. Parabéns ao Brasil por ter uma Tropa tão especial.  – ADSUMUS – (Estamos Prontos).




Moisés Queiroz
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