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Colunistas - Antônio Laért

Fragmentos de conversa solo V

Publicado na edição 120 de Abril de 2012

Quando  somos  informados  que uma pessoa  está doente e nas  últimas,  fica  sempre em aberto  a pergunta:  será  que  ela  não poderia  voltar  para  as primeiras ? Ah, seria  tão bom.

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Os  educadores  jamais  deveriam  fazer  pouco caso de  uma  criança. É que a ninguém é dado prever o que  o futuro  a  ela reservará.  Poderá  vir  a  ser  tanta  coisa,  grande, pequena, simples  e  preciosa que  tudo recomenda  cautela  ao manejar  com ‘plantinha  tão singela’. Guardar  respeito pelo que será um dia: presidente  da  República, médico,  padre, advogado. Feliz  do educador que tendo-os em sua mão os marcar, inspirar e  encantar.

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Uma  das experiências  mais  estranhas  de aniquilamento é  ser  internado em um hospital para submeter-se a algum procedimento médico. É estranheza por completo. Ali  e naquela  condição de passividade  ficamos  simplesmente  reduzidos a  nada. Nesse  estado, tem-se  uma  noção muito real  de  nossa fragilidade. 

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Os  túneis representam  uma  lembrança de  que  a  escuridão faz  parte  da  vida.  Por algum limite de tempo - grande ou pequeno - cruzamos  um lado ao outro da montanha   privados  de  luz. Seria essa experiência, alguma  artimanha de  arquitetos  e urbanistas  para  recordar  que olhar  para  dentro faz  bem, é  necessário, imprescindível mesmo? Depois de ver toda a lindeza do exterior, descansar a vista vendo a  beleza de nosso infinito escondido faz ficar  melhor.

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Quem saberá dizer o que são os filhos: prêmios de Deus ou produtos  da  educação de  seus  pais?  A  vida  tem respondido,  afirmado e infirmado  isso.

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A  música desperta  memórias afetivas. Só ela  consegue nos levar a  lugares  dentro de  nós mesmos que outras  artes não atingem; a nosso reservatório emocional interno.

Antônio Laért
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