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Colunistas - Antônio Seixas

Um feriado esquecido em Magé

Publicado na edição 124 de Agosto de 2012

A Resolução n.º 4, de 26 de julho de 1949, promulgada pela Câmara Municipal de Magé, no governo do Prefeito José Ullmann Junior, instituía, como feriado municipal, o dia 25 de agosto. Nesse dia nasceu Luis Alves de Lima e Silva, na então Vila de Magé.

Infelizmente, se criou a fantasia de que o Patrono do Exército brasileiro nasceu na Vila de Estrela, sendo que esta se equipara a Pasárgada dos historiadores da baixada, página das mais romanceadas da história do recôncavo guanabarino.

A Vila de Magé foi criada em 09 de junho de 1789, ou seja, ainda no tempo dos Vice-reis, reunindo as freguesias de Magé, Inhomirim, Guapimirim, Guia de Pacobaíba, São Nicolau de Suruí e as ilhas do arquipélago de Paquetá.

O historiador Eugênio Vilhena de Moraes, principal biógrafo do Duque, resgatou o assentamento de casamento de Luis Alves onde este afirmou ser “natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Inhomirim” (“Novos aspectos da figura de Caxias”, 1937, p. 37).

A Vila de Estrela, formada pelo desmembramento de terras das Vilas de Magé e de Iguassu, teve vida efêmera, entre 20 de maio de 1846 e 08 de maio de 1892. Com sua extinção, seu território foi reincorporado a cidade de Magé.

Quando a Vila de Estrela foi criada, Luis Alves contava com 43 anos, já era casado há treze anos, já havia recebido de D. Pedro II os títulos de Barão (1841) e depois Conde (1845), e possuía a patente de Marechal desde 1842. Então, por que insistem em negar-lhe o verdadeiro torrão natal?

Que não se esqueçam que o Duque de Caxias, o Patrono do Exército brasileiro, Luis Alves de Lima e Silva nasceu na Vila de Magé, a 25 de agosto de 1803.

 

Antônio Seixas
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