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Colunistas - Izaura Hart

PAI, COMO VAI?

Publicado na edição 124 de Agosto de 2012

Aquele jovem, másculo, freqüentador de academia, “sarado” e considerado por muitos até “marrento” como se diz agora, foi pai! Sim foi pai de uma simpática menininha que à medida que cresce mais graciosa se torna e ele, foi uma  surpresa para todos com o seu comportamento!

Bela notícia foi tomar conhecimento que se levanta pelas madrugadas para atendê-la, que troca fraldas,  dá o banho quando preciso e é um grande amigo de sua filhinha!

Quantos pais, jovens e  mais velhos são aqueles exemplos de integridade, de dedicação e trabalho para oferecerem o melhor à sua prole!

Infelizmente nos detemos muitas vezes apenas naqueles que por insensibilidade e descaso abandonam seus filhos porque se separaram da mulher que já não amam.

Infelizes estes, porque fugindo da responsabilidade crêem fugir da  justiça que, inexoravelmente o alcançará através da lei de causa e efeito.

Muitos conseguem se separar da mulher e nem por isso se separam dos filhos. Até constituem outra família, mas continuam visitando seus filhos e oferecendo a eles todo tipo de atenção e carinho!

São verdadeiros heróis que lutam contra o tempo que não possuem, multiplicam o dinheiro que ganham, mas ao fim de tudo conseguem fazer com que a vida dos filhos não seja de revolta ou de abandono até porque muitos dos que assim agem já sentiram “na pele” o que seus pais também lhes fizeram.

Benditos sejam os pais que apesar do casamento fracassado conseguiram manter seus filhos ligados a eles por profundos laços de amor! São  realmente dignos de louvor, mediante as tentações e a praticidade do mundo moderno.

Há pais e PAIS, assim como há mães e MÃES!

Se você teve um grande pai, ótimo! Dê a ele seu carinho, sua presença, seu amor!

Se seu pai, caro leitor, foi imaturo, desumano ou  irresponsável, lamentamos por ele principalmente, porque ou mais cedo ou mais tarde arcará  com a dor do remorso, mas não permita que dentro de você o ódio faça ninho. Compreenda o “tempo dele” na época em que esses fatos se deram e que, agora com os anos que se sucederam, com certeza já não é o mesmo. Ele mudou e se não mudou,  um dia reconhecerá. Não seja você a fazer justiça.

Aproveite o dia dos pais, visite-o, corte o fio da inimizade, abrace-o e carinhosamente  e lhe diga ao ouvido:  - Pai, como vai?
 

 

 

 

Izaura Hart
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