JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Dulcimar Menezes

SEM MEIAS PALAVRAS

Publicado na edição 88 de Janeiro de 2009

Mais um ano desperta neste século bebê...

Lamentavelmente observamos que o cenário de guerra entre os homens continua exatamente o mesmo. Isto nos entristece,...Nos aborrece,... E muito!

Líderes políticos (e que paradoxalmente são também líderes religiosos) com o objetivo de confirmarem a demarcação de seus territórios e sempre tentando expandir as fronteiras de seu poderio, continuam ordenando verdadeiros massacres do homem contra o próprio homem. E se o leitor amigo imagina que estou falando somente das guerras com armas de fogo, se engana. Refiro-me a todo tipo de guerra que insufla, raivosamente, o ser humano contra outro ser humano. Refiro-me às guerras onde os preconceitos são os instrumentos mais cortantes e destruidores, pois alcançam o coração do homem. E este, em atitude de autopreservação (e não autodestruição como tenho ouvido por aí...) se recolhe e deixa de acreditar. Deixa de acreditar no outro, o semelhante, o próximo. Deixa de acreditar no Amor. E transforma o seu próprio amor, essência de todo ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. O Amor, então, é transmutado em ódio!... Agora é guerra!

Basta! A ordem é amar incondicionalmente o semelhante naquilo que somos semelhantes. O que tem idade é corpo; o que tem cor é corpo; o que tem sexo é corpo. Nós não somos corpos! Respeitemos o Homem! Já chega de tratar o cidadão do mundo como um animal selvagem do qual precisamos nos salvar, domesticando-o dentro dos valores e ideologias que ao contrário de promoverem a paz, provocam somente a discórdia e a desunião.

Comparo a guerra a um grande rio que alcançou força e proporções devastadoras, mas que como todo rio tem sua nascente em algum lugar recôndito de suavidade e beleza. No caso da guerra é o coração do homem. Não permita que o seu coração seja fonte do rio da desavença. Depure-o. Proteja-o contra o mal da humanidade: o preconceito, filho predileto do egoísmo. O preconceito separa, coloca pais contra filhos, adultos contra crianças, jovens contra velhos, brancos contra negros, homem contra mulher, heterossexuais contra homossexuais, gente contra gente... Não posso me calar diante disto! Sou apaixonada por gente!

E se a idéia é “proteger o homem da autodestruição”, conto-lhes a estória do homem que sonhou que Deus pedia-lhe para salvar o mundo. “Pois não, Senhor”, respondeu ele. Logo foi à luta. Deparou-se com a seguinte pergunta: Por onde começar? Pelo meu país, é claro. Mas, em meu país, por onde começo? Pela minha cidade, é claro. E em minha cidade...? Pela minha casa, é claro. E em minha casa, por onde devo começar?... Por mim mesmo!

Está claro? Proteja-se do leilão das consciências. Seja livre!

É uma pena, realmente, que homens que ocupam lugares tão propícios à conclamação da união entre os seres vivos, só consigam dividir ainda mais.

Que Deus nos livre da Miopia Afetiva!

E me desculpem o tom de descontentamento neste nosso primeiro encontro em 2009. Mas contra o preconceito não se pode ter meias palavras. E na Guerra de Todos os Dias: Preconceito versus Homem, estarei sempre do lado do homem.
É luz e é paz o que precisamos e é o que desejo a todos nós neste ano que se inicia!

Dulcimar Menezes
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