JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Renato Ascar

Ano novo roupa velha

Publicado na edição 88 de Janeiro de 2009

O ano velho terminou, o novo se inicia, e aí vem aquela vontade doida de fazer um balanço, renovar as forças, sacudir as roseiras, para que pétalas e folhas velhas possam sucumbir de vez, em detrimento da nova vida que desabrocha. Naturalmente comecei a avaliar o ano velho. Com ele criamos reais expectativas de uma mudança política e social do município, algo quer nos fizesse sentir mais úteis, mais prósperos. Tentamos isso com as eleições de pessoas mais sérias, mas pelo andar da carruagem trocamos seis por meia dúzia. Não bastasse esse imbróglio eleitoral, anunciaram uma grave crise financeira mundial. O nosso presidente diz que ela não nos atingirá em cheio. Desconfio. Com efeito lembrei o quanto gastou cada indivíduo para se eleger vereador. O quanto esse “governo“ gastou e gasta para se manter no poder a base de liminares. Lembrei também do imbróglio mais recente que foi a eleição da presidência da Camara Municipal (Deus me livre, o que é que foi aquilo companheiros? - A impressão que deu, foi que passaram descaradamente a mão no Pavilhão Retrofuricular de uma meia dúzia de “inocentes úteis“) Visto isso pensei: O presidente Lula tem razão, a crise não chegou aqui. Então numa avaliação mais intimista, vi que ainda não quero trocar de cidade, não quero trocar de casa, de amigos, de mulher, então pensei: Fazer balanço pra quê? Está tudo igual. Continuamos sem Hospitais, sem saúde, aliás a diferença entre Magé e a Faixa de Gaza, é que em Gaza as autoridades matam, em Magé as autoridades deixam morrer. Continuamos sem plano diretor, sem planejamento, sem norte, sem nada. Fala sério, vamos balançar o que? Enfim adeus Ano Novo, Feliz Ano Velho (meu receio é que isso possa piorar ainda mais) Porém do fundo do meu coração não desistirei de tentar colaborar de alguma maneira para melhorar a qualidade de vida de nossas famílias e desejo a todos que o ano de 2009 nos traga muitas virtudes e boas ações, e que alguns pecados que por ventura venhamos a cometer, que sejam excitantes, agradáveis, discretos e principalmente bem sucedidos.

Um abraço grande e que Deus nos abençoe.

Renato Ascar
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