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Colunistas - Ivone Boechat

Ética do educador no Século XXI

Publicado na edição 127 de Novembro de 2012

Nesta Era, vive-se um kit de Eras que se condensaram para confirmar o que foi escrito pelo rei Salomão, há mil anos a.C: “O que é já foi; e o que há de ser também já foi...” Ec 3:15.

Na história do Éden, a serpente pode muito bem representar a mídia, quando influenciou a primeira família a se desconectar e mudar de provedor. Iniciou-se a obra de tentação online, quando foi instalada no Paraíso a tv a cabo do mal,inaugurando-se o orelhão público do casal.

O homem tocou, irresponsavelmente, na própria árvore de vida (árvore de vida é usada na Bíblia também como sinônimo de emoções) e colheu o fruto da desobediência. Isto é um vírus tão poderoso que fez cair as ligações com o Provedor do Bem.

A informação tem o poder de manipular a vontade da pessoa:

“No dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gn 3:5).

Claro que isto é uma mentira patenteada pela “media snake” (tv a cabo da serpente) porque o homem nunca terá o conhecimento de tudo, como Deus. Mas, como a mídia é insinuante!...

Vive-se ainda a era zoológica da informação. Só mudaram os nomes dos bichos. Antigamente, era serpente, agora, pode ser leão, lobo, jacaré, ratinho, etc... Com a expansão dos meios de comunicação, o homem continuou apontando os holofotes sobre quase todo o mal que se faz no Planeta. A informação do mal prevalece no “jardim” daqueles que optam por ela.

O educador é uma referência na sociedade. E este mundo está cada vez mais perto, visível e palpável. O educador é umatv a cabo. Ou seja, ele deve decidir por se tornar um veículo de pacificação. O educador usa com sabedoria o seu canal de notícias, quando está ligado ao Bem e navega na mídia celestial pelo portal da graça. Jamais o educador poderia invadir a privacidade de alguém ou conectar-se na Igreja, na Família, na Escola, ou mesmo na rua com alguém e, antes mesmo de saber como está aquela pessoa, disparar o seu jornal tipo “linha direta do mal”, com notícias horrorosas sobre outro educador, líder, Igreja, Escola... O educador é, sobretudo, um mensageiro da paz.

Educador, como é a programação do seu canal de tv? Qual é o seu plim plim ou slogan? Você é viciado na desgraça alheia como os grandes canais comerciais de tv do mundo? Só mostram o que é ruim? Não adianta ninguém sair por aí com a bandeira do Bem na mão e com sua própria mídia derrubar toda a obra educacional. O apóstolo Paulo, educador de todos os tempos, recomenda:

“Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade”.  Cl. 4:5

Como você classificaria o seu canal de tv? Ele é próprio para menores de 18 anos e maiores de 100 anos? Uma criança poderia se ligar em você? Uma pessoa idosa teria saúde para escutar suas notícias? E o jovem desesperançado ficarialigadão em você de tanta coisa linda que passa na tela da sua aula?

Uma bela pauta de tv a cabo do educador é assim: compreensão, socorro imediato, moderação nos impasses, exemplo, dedicação no desempenho das atividades educacionais. E mais, muito mais: competência emocional para se reconhecer na própria tela, como agente do bem; estar apto para aprender sempre, capacidade para mudar, compromisso com a missão, compromisso de servir, compromisso de apoio mútuo, capacidade para estimular as tentativas alheias de melhorar, reconhecer as aptidões dos outros, relevar as falhas alheias, elogiar o desempenho dos outros, compartilhar fracassos e vitórias, perdoar, perdoar, perdoar... ao invés de reprovar, reprovar, reprovar.

NUNCA: minar o trabalho dos outros; concentrar as atenções nos erros; usar falhas para destacar-se, para ter prestígio (se é que isto é prestígio); reivindicar os méritos alheios para si e querer fazer tudo sozinho. Eduque seu aluno para que ele seja um crítico, ensine-o a usar o mouse da tv, do laptop, do tablet.

Seja, professor, um alfabetizador emocional, ensine a ler e respeitar  o painel de manifestação das emoções do outro, orientando para que as pessoas alcancem o autocontrole, sejam adaptáveis e felizes.

Ivone Boechat
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