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Colunistas - Dulcimar Menezes

ADMIRÁVEL JUBILEU! TIRO O MEU CHAPÉU!

Publicado na edição 127 de Novembro de 2012

Permita-me descrever um breve relato de uma bela história de coragem e superação, fazendo deste ato a oportunidade de publicamente expressar o meu eterno amor e minha profunda admiração por alguém que sempre ocupou um lugar de destaque na minha vida. Um lugar especial que só é ocupado pelos grandes mestres. Li que Mestre é aquele que vem na frente, que chega primeiro... O discípulo é uma espécie de expectador encantado que em seu profundo íntimo sonha em ser como o mestre um dia, pois ele faz coisas tão extraordinárias que o sentimento provocado é só um: Quando eu crescer serei como ele!

Quando crescer serei como ela!

Ela fez tudo primeiro... Viveu antes de mim tudo o que de fato vale a pena experimentar na vida.  Chegou primeiro, primeira filha. E desde que eu me entendo por gente eu a via fazer coisas geniais! Ela aprendeu a andar de bicicleta sem rodinha e ganhou uma bicicleta Monark grande que só os poderosos mais velhos eram capazes de conquistar. Mais tarde, já caminhando para a juventude, eu a via linda e verdadeiramente loura paramentada do maravilhoso uniforme verde e rosa do Educandário Técnico Fluminense, do ginásio do saudoso professor Carlos Camacho, que, aos meus inebriados olhos de secreta admiradora, era uma honra que somente os mais virtuosos eram merecedores de trajar. E por falar em juventude, neste tempo o glamour foi total... Calçou salto alto e saiu à noite primeiro. Sem falar na maquiagem, beijo na boca e namorado. Maravilhosa!

E o tempo foi passando e as vivências se tornando cada vez mais fantásticas! Para o meu deslumbramento, ela tornou-se Mãe e, de quebra, me brindou com uma das grandes alegrias da vida que é ser tia. Parto e amamentação natural! Ela não é demais? Cinco vezes mãe: Diogo, o primogênito; menos de um ano depois dava a luz a Bruno. Prestaram atenção? Menos de um ano depois! Guilherme, o terceiro... Então a bravura de seu espírito tomou forma da coragem no enfrentamento, junto ao jovem e aguerrido Gui, os difíceis desafios que trouxe em sua bagagem congênita. E coroando de glória o divino instinto maternal, ela finalmente dá a luz à menina... Duas de uma só vez! As apimentadas gêmeas Camila e Amanda, lindas e louríssimas como a bela mãe. Também preciso lhes lembrar que ela sempre trabalhou fora. É professora da rede pública municipal. E vou-lhes contar uma verdade... Como admirada testemunha e fã desta alegre história de ousada entrega, mas também repleta de muitas angústias, tristezas, inquietações e noites sem dormir, lhes digo que já a vi reclamar de muitas coisas, porém, entre encantos e desencantos,  jamais a vi blasfemar contra os desígnios do Altíssimo para a sua própria vida. E querem saber mais... Depois disto tudo foi cursar o ensino superior e graduou-se em Educação Artística.

Bem, como se não bastasse a lista que já fizemos do que ela fez antes de mim, já é avó do amado e delicioso João Bruno. Assim ela me faz tia-avó! Fabulosa experiência do amor que atravessa gerações!

Todos hão de convir que, diante de tamanha grandeza, eu não teria em meu coração outra madrinha de batismo para o meu filho Gabriel.

Quando éramos pequenas eu costumava chamá-la de irmã. Hoje, em posse de alguma sabedoria que conquistei ao longo destes anos a respeito das reações humanas e principalmente das crianças, entendo que chamá-la Irmã significava uma reverência. Irmã, um título de nobreza à altura daquela mestra!

Hoje a minha amantíssima Irmã Carmem Luiza completa cinqüenta anos ainda mais linda e mais loura! Jubileu admirável! Parabéns, irmã, pela sua vida! E muito obrigada pelos seus exemplos de luta e vitória. E para você, somente para você, eu tiro o meu chapéu. Que Deus continue abençoando a você e a sua lindíssima família!

Dulcimar Menezes
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