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Colunistas - Antônio Seixas

A MAGÉ DO TEMPO DE MÁRIO COELHO

Publicado na edição 128 de Dezembro de 2012

O livro mais importante sobre o município de Magé publicado no ano de 2012 foi, sem medo de errar, “Magé do meu tempo”, livro de memórias e coletânea poética de Mário de Almeida Coelho, jornalista, poeta-trovador, membro fundador e primeiro presidente da Academia Mageense de Letras.

A noite de autógrafos ocorreu durante a sessão solene comemorativa dos vinte e quatro anos de fundação da AML, a Casa de Alcindo Guanabara, realizada dia 25 de agosto, em que se comemorou ainda o aniversário de Luis Alves de Lima e Silva, o filho mais ilustre de Magé, evento que contou com a presença do prefeito Nestor Vidal e de seu vice, Dr. Claudio Ferreira Rodrigues.

Em seu livro de memória, Mário Coelho nos revela a história do município nos últimos oitenta anos, como lhe vem a cabeça, fazendo ressurgir nomes e acontecimentos ligados ao cotidiano, ao desporto, a cultura, a política e a sociedade mageense. Estão todos ali, as famílias tradicionais, os tipos populares da cidade, os clubes, a rádio e os cinemas, nossos poetas de ontem, como Mário Rossi e Risoleta Matuck, o carnaval e o samba, os escoteiros, o trovismo, liderado por ele e Adolfo Macedo, a fundação da Academia Mageense de Letras, os comunistas e lideres sindicais, como José Rodrigues Santana, alegrias e tristezas de sua própria história familiar, como os pais, filhas e netos e o assassinato de seu filho Mariozinho.

Em “Magé do meu tempo”, Mário Coelho releva aos jovens leitores não só o cronista de valor, que por mais de trinta anos foi correspondente do jornal O Globo, mas também o poeta exemplar de nossa tradição literária. Na parte final do livro, uma seleção de suas poesias preferidas, com destaque para o poema “O velho ingrato”, sonetos e trovas.

Antônio Seixas
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