JORNAL MILÊNIO VIP - Fim de ano? Fim do mundo? Ou fim de um ciclo?

Colunistas - Roberto Silva de Siqueira

Fim de ano? Fim do mundo? Ou fim de um ciclo?

Publicado na edição 128 de Dezembro de 2012

O ano de 2012 está terminado. Todos nós passamos a ter a sensação de que tudo chega ao fim, as pendencias, os problemas, os projetos, os planos precisam ser concluídos ou, pelo menos, equacionados antes que o ano acabe, ainda que no seu finzinho.

A impressão é de que tudo se acelera e que não vai dar tempo. Que o diga a Rosa 
Matuck nos cobrando a matéria para a coluna.

Pois é! Porque temos esta sensação? O tempo é infinito e linear, ele não tem 
começo, meio e fim. Nossa vida sim, ela é finita, e podemos dividi-la em etapas e certamente chegaremos ao fim com nossa morte e a lembrança do que fizemos. Mas isto é outra história, ou quem sabe outra matéria.

Talvez isto ocorra porque acabamos por medir o tempo com o nosso conhecido 
calendário Gregoriano que divide o tempo em anos, formados por 12 meses, 52 semanas e 365 dias. Como tal ele é cíclico, todo ano inicia-se no primeiro dia do mês de janeiro e termina no dia 31 do mês de dezembro.

Então, todo ano temos a impressão que tudo vai acabar para em seguida começar. 
Porém, este ano temos um componente novo, ou quem sabe, um tempero diferente neste ritual. É que existem vários outros calendários com a mesma função de organizar a contagem do tempo.

Temos o tão falado Calendário Maia, segundo o qual o mundo irá acabar no dia 
21-12-2012. Pronto, passamos a ser bombardeados com dezenas de teorias de como o nosso mundo chegará, oops... chegaria ao fim.

O curioso é que se for verdade, os presentes de natal que estamos comprando não 
serão entregues. Já pensou? Em compensação as faturas dos cartões de crédito das compras de natal também não serão pagas. Vai saber.

Acredito que o mundo não vai acabar e aposto com quem quiser que isto não 
ocorrerá, se acontecer, podem me cobrar.

O importante desta época do ano e da situação de fim do mundo é a possibilidade 
que temos de pensar o que fizemos e realizamos em nossas vidas e ponderar a respeito.


Se, hipoteticamente, tivéssemos de prestar contas a Deus, ou a nossos entes 
queridos, de tudo o que fizemos até agora e viéssemos a nos orgulhar de tudo, podemos dizer que vivemos uma boa vida e, se o mundo acabar, não a teríamos jogado fora. Se não acabar, basta continuar vivendo plenamente, seguindo a receita do que está dando certo.

Porém, se a conclusão for outra ... (puxão de orelha). Será uma tristeza, sem tempo 
para arrependimentos. Mas, como já disse que o mundo não vai acabar, será o momento de refazer sua vida e mudar a si mesmo e o mundo ao seu redor. 

Com ou sem fim de mundo, desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de 
Não se esqueçam: a vida continua! E, como cantava o Cazuza, "o tempo não para", e nem o mundo!

Roberto Silva de Siqueira
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