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Colunistas - Clóvis Mendes

BAILE DE TACHO

Publicado na edição 129 de Janeiro de 2013

BAILE DE TACHO
Muito já se falou da desordem mageense. Mas, injustamente. Por quê? Porque não exaltou a sua belíssima ordenação. Em nenhum lugar minimamete civilizado, a desordem é tão perfeita e orquestrada. Senão vejamos a ocupação do espaço público por desordeiros. Postes com propagandas neles coladas e em alguns, umas sobre as outras. O ensurdecedor barulho da propaganda volante e estática de lojas e farmácias e, até supermercados.O desfile de motocicletas sem silenciadores em alta velocidade e seus “pilotos”, sem obedecer as normas legais. E as bicicletas, são competidoras nos arranhões de carros. E quem não tem o seu arranhado? Levante as mãos. Ali tem um que não levantou. Por quê? Porque seu carro está na oficina, exatamente para esse reparo. E as residências? Dizem que há uma disputa entre seus moradores, para ver quem mais coloca o seu lixo doméstico sobre suas calçadas, fora dos dias de recolhimento pelos funcionários desse serviço. Dizem que assim procedem, por ato humanitário. Humanitário? Sim. São para alimentar os ratinhos e os cães urbanos. Que belo gesto. Gesto, que um ser civilizado não faz. Mas, aqui TUDO pode, sem repressão pecuniária. As calçadas são assim enfeitadas por lixo doméstico em bolsa de supermercado, branca ou amarela. Essa desordem é tão linda que há quem diga ser possível tombada pela Unesco, como patrimônio da desumanidade. Mas, sejamos justos. Já tem estabilidade. Começou lá pelas quebradas dos anos sessenta.

Um morador me cutuca, pedindo para citar sua residência recentemente pintada, e já suja,com propagandas de diversos objetivos; até de búzios. E se você deseja ter uma vaga exclusiva para estacionar seu veículo, basta comprar dois cones vermelhos e colocá-los diante de seu imóvel. Lá estará a “AUTORIDADE”, para dar-lhe toda garantia e segurança. Os motoristas em fila tríplica no “Terminal Rodoviário”; o comerciante que incorpora a calçada a seu comércio; os lava-jatos nas vias públicas e as bicicletas na praça Nilo Peçanha, com placas proibitivas, assim agem ,por que percebem a ausência de autoridade. Autoridade que lhes propiciam também essa organizada desordem.

TODAS essas pendengas a mim foram solicitadas por diversas pessoas ainda não civilizadas ou seja: pessoas que não foram preparadas para a prática desordeira mageense; por isso, TODAS, foram barradas na porta do BAILE DE TACHO.

HOMENAGEM
A Fundação de Educação e Cultural de Magé(deve ser essa a denominação), no dia 14 de dezembro, prestou uma justíssima homenagem ao ator, teatrólogo e compositor Mário Lago. Mas, nesses 447 anos, ainda não sabe que uma instituição chamada FLOR DE MAGÉ, completava exatamente naquela data, seus 112 anos de fundação e prestação de relevantes serviços à arte, música e a cultura mageense. Como já citei não me lembro onde, ou aqui mesmo; que NUNCA recebeu esta instituição, qualquer mensagem de louvor do Executivo e muito menos do Legislativo de Magé. Recebeu sim. Mas, de outros entes federativos. A Câmara Municipal de Magé. JAMAIS promoveu uma sessão solene, para homenagear a FLOR DE MAGÉ, a mais antiga Escola de Samba do MUNDO. O que para nós é motivo de orgulho, tê-la como patrimônio mageense, para aqueles, SEI NÃO!!! O enredo para o carnaval deste ano na FLOR DE MAGÉ é: Música a Voz do Coração.  Para não dizerem Que EU não falei de Flor...

BUTANTÃ
Com o enredo: Magé Samba Show, o Butantã vem muito empolgado para o desfile do carnaval deste ano. O presidente Leandro do Espírito Santo Leite, e sua diretoria cuidam do bloco de Santo Aleixo, para vencer e meu querido amigo Jairzinho, gogó de ouro, no microfone, será mais um Ítem de suma importância. Estarei com o Butantã no desfile, como um simplório participante. Mas, com o amor por Santo Aleixo, no coração e o Butantã? VIGER!!!

UNIÃO DO CANAL
A vermelha e branca virá com o enredo em homenagem à cerveja. Criou-se certa celeuma o tema por ineditismo, para alguns e outros discordantes. Certo é : A União do Canal, vem muito melhor do que no ano passado. O presidente Sandro Ferreira da Silva e sua diretoria, com Roxinho no suporte, é sinal de surpresa.  O que será muito bom para o carnaval de Magé. Gostei da letra do samba de Edson Tavares Torres, Zezé Palhinha e Silvania Bastos A Deusa Mikasi, apoiada nas leis do humurabi, deram o sabor devido à bebida mais consumida no mundo e o samba, como sempre, sem cerveja, é como FORROZEIRA DE IBICUI-BAHIA sem a BANDA LORDÃO E KOCÓ!!!

CATÁSTROFES 

Em 1919, o extraordinário pixinguinha, compôs um lindíssimo choro e deu a ele, esse título: “Teresópolis debaixo d’água”. Significando que, não é de agora a catástrofe teresopolitana. Anote aí, Waldair Queiroz.

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A crônica é uma cirurgia plástica em fatos expostos pela sociedade.


Clóvis Mendes
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