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Colunistas - Gilvaldo Dias Guerra

A REVOLTA DA ARMADA E OS HORRORES DE MAGÉ

Publicado na edição 129 de Janeiro de 2013

O sol que raiou no levante no dia 21 de Fevereiro de 1894, veio iluminar ainda um vasto campo de guerra, onde pais, filhos, irmãos e parentes se digladiaram, uns ao influxo, impatriótico de um governo sanguinário, outros pelo heroísmo, e que procuravam, a custa da própria vida, reivindicar a sua liberdade e os direitos confiscados de seus concidadãos.

A imaginação humana não concebe fato mais degradante, resistência mais inútil, do que essa que cresce dia a dia na sustentação de um poder tirânico que sufoca esta infeliz Pátria Brasileira para sustentar a pertinácia de um homem que subiu ao governo, não em nome do povo e nem por amor de um princípio, mas pelo advento de um pronunciamento militar que trouxe a guerra civil e a anarquia que solaparam os restos das forças desta Nação.

Nós Mageenses lamentamos essa fúnebre conjuntura, ouvindo ainda esse eco de desolação que enluta os destinos do nosso município, no meio dessa aflição que dilacera a nossa alma.

Quando os soldados sob as ordens do CORONEL MANOEL JOAQUIM GODOLPHIN se entregavam à pilhagem desenfreada, durante todo o tempo de seu “comando’, ele contemplava os destroços a que era reduzida, as propriedades dos cidadãos Mageenses, o pesar e a aflição destes, e como se orgulhando do que ordenara, dizia com a convicção de quem estivesse cumprindo uma ordem “Eu vim destruir Magé, essa é a minha missão!”.

Após esta triste fase, Magé, que era uma das mais importantes cidades do Estado do Rio de Janeiro, dos movimentados portos, escolhido para ser berço da primeira ferrovia do Brasil, da mais importante via terrestre de comunicação com Minas Gerais e o interior do Brasil, entrou na triste decadência perdendo o status de “Cidade Modelo”.

Este é um pequeno comentário, para nos conscientizarmos de que precisamos conhecer a nossa História e participar da política do nosso município, ajudando as autoridades constituídas, para o desenvolvimento da nossa cidade.

Magé voltará a ser uma grande cidade livre de todas as más influencia que tentaram destruí-la desde o dia 21 de Fevereiro de 1894 e também 1964.

“Revivamos o nosso passado maravilhoso. Cabe, também, apelar para todos os Mageenses, no sentido de não deixarmos de incutir nos nossos filhos o respeito por essas tradições que mais ainda dignificam nosso município. É nosso dever e dele não podemos fugir, sob a pena de negarmos aos demais irmãos Mageenses, uma das constantes de nossa personalidade (Texto de Jorge Matuck);”

Gilvaldo Dias Guerra
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