JORNAL MILÊNIO VIP - Baronesa de Suruí

Colunistas - Antônio Seixas

Baronesa de Suruí

Publicado na edição 130 de Maio de 2013

Carlota Guilhermina de Lima e Silva, a baronesa de Suruí, filha do Regente do Império Francisco de Lima e Silva e de Mariana Cândida de Oliveira Bello, e irmã do Duque de Caxias e do Conde de Tocantins, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de março de 1817. Faleceu em sua terra natal a 06 de setembro de 1894. O jornal Correio de Petrópolis de 12.09.1894 a descreve como “exemplo de preclaras virtudes realçadas pelo gênio meigo, afável e simpático”.

A Baronesa de Suruí casou-se, em 08 de junho de 1839, com seu tio, Manuel Francisco de Lima e Silva (1793-1869), agraciado por D. Pedro II, em dezembro de 1854, com o título de barão com honras de grandeza de Suruí.  De seu casamento nasceram duas filhas: Carlota Guilhermina de Lima e Silva e Mariana Cândida de Lima e Silva.

A Baronesa de Suruí foi agraciada por D. Pedro II com o título de Dama Honorária do Palácio Imperial, em 30 de março de 1846. Nessa condição acompanhou a Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina em eventos públicos na Corte. Em diferentes oportunidades serviu ainda de dama de companhia da Princesa Isabel, como nas viagens a Província de São Paulo, em novembro de 1884 e ao Rio Grande do Sul, em março de 1885.

O jornal petropolitano O Mercantil de 04.08.1883 nos dá a notícia de que Baronesa de Suruí alforriou todos os seus escravos em 1882, por ocasião do aniversário de Dom Pedro II.

Na cidade do Rio de Janeiro a Baronesa de Suruí presidiu a Associação São Vicente de Paulo, entidade mantenedora da Escola Gratuita São Vicente de Paulo, para crianças pobres, e pertenceu Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro e a Devoção a Nossa Senhora da Piedade, existente na Igreja de Santa Cruz dos Militares.

 

 

Antônio Seixas
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