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Colunistas - Tassélio de Souza Pereira

HISTÓRIA DA SAÚDE EM MAGÉ

Publicado na edição 132 de Julho/Agosto de 2013

 

Durante a Segunda Guerra Mundial eu era criança e conheci já em ruínas a Casa de Caridade de Magé que existiu onde hoje se situa o campo do Bonfim Futebol Clube. Ainda nos meus tempos de menino, um movimento feito pelos operários da fábrica de tecidos criara a Sociedade Recreativa Talma, a qual teve o nome mudado para Grêmio Recreativo Talma, responsável pela construção um hospital na base do Morro do Bonfim, em terras cedidas pelo Capitão Juca Ullmann, prefeito de Magé. Sua inauguração ocorreu no ano de mil novecentos e trinta e dois.

Na corrente do tempo o hospital vinha sendo administrado pela sociedade civil e logicamente recebia apoio da Igreja católica, da prefeitura e do exíguo comércio de Magé. Em mil novecentos e oitenta e três o prefeito Renato Cozzolino desapropriou o hospital de Magé, passando-o para a administração municipal.

Em meados de dois mil e oito a prefeita Núbia Cozzolino derrubou o hospital e levantou outro no local, um prédio de dois andares, inaugurado em dezesseis de fevereiro de dois e mil e nove.


Decorridos cinco anos da inauguração, o hospital ainda não possui centro cirúrgico, o elevador de serviços ainda não foi instalado, faltam ainda enfermarias: infantil, ortopédica e psiquiátrica. O Ministério da Saúde já me respondeu, através de ofício de sua assessoria técnica, sobre as verbas que o município de Magé recebe. 

Estou em entendimento com a OAB-Magé, com a ACIAMA, Rotary Clube de Magé e outras associações a fim de pleitear junto ao governo federal a capacitação do hospital de Magé para que funcione com a qualidade que o povo de Magé merece. Com certeza meu convite comunitário é extensivo à própria prefeitura a quem cabe a administração do hospital desde 1983.

Tassélio de Souza Pereira
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