JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Jessé Gonçalves

Lei tolerância zero ao lixo

Publicado na edição 133 de Setembro de 2013

Um dos grandes desafios a ser combatido no século XXI é a poluição do meio ambiente. Esse mal atinge diretamente os moradores da nossa região.

Para amenizar essa situação, diversas cidades estão aprovando a lei de tolerância zero ao lixo. Essa lei estabelece uma punição monetária para as pessoas que jogam lixo no chão. Tal lei já existe em cidades como Tóquio, no Japão, uma das cidades mais limpas do mundo. Será isso que irá resolver o problema do lixo em nosso país?

Essa lei entrou em vigor no dia vinte de agosto, no centro da cidade do Rio de Janeiro, e no mês de setembro entrará em alguns bairros da zona sul. As multas variam entre 157 e 3.000 reais, de acordo com o lixo e impacto ambiental. A cidade é a nona mais suja do mundo

Punições monetárias para infração não é novidade e são impostas como no trânsito. Há multas para quem dirige acima da velocidade, para quem faz ultrapassagens proibidas, para quem avança o sinal vermelho, entre outras. A lei de obrigatoriedade do cinto de segurança e a lei seca estabelecem multas severas. Bem, fato é que diminuiu o número de multas e acidentes no trânsito, porém esse avanço se deu após o estabelecimento dessas multas pesadas e não por consciência do valor da vida humana.

Onde não há fiscalização essas infrações ainda são cometidas. Toda generalização é perigosa, mas um exemplo disso é que motoristas andam em alta velocidadee, quando sabem da existência de pardais,diminuem e, depois de passado, aumentam novamente. Isso não só acontece nesse caso, mas também, como no uso do cinto de segurança e o capacete de motociclistas que são usados quando há presença de uma fiscalização. Então as multas de trânsito diminuíram mais pela perda econômica que os motoristas sofrem do que pelo valor de vidas humanas.

Há pessoas que conseguem fraudar tais leis, e acham que estão se dando bem, ou seja, pensam que são espertos, que são malandros. Esses são povos que sempre dão um jeitinho para se darem bem. A verdade é que todo malandro (ou “malandra”) um dia se dá mal. Muitas mortes ocasionadas por acidentes de trânsito seriam evitadas se essas leis fossem cumpridas pela importância da vida humana. Famílias estariam completas. O pior que existiam pessoas inocentes, como motoristas e pedestres que perderam suas vidas pela irresponsabilidade de outros.

Essa lei de tolerância zero ao lixo, que prevê punições aos infratores, poderá seguir o mesmo caminho citado anteriormente.

Não jogar o lixo na rua por medo de ser multado e perder um dinheiro não resolverá os problemas graves decorrentes dessa poluição. Esse lixo jogado fora da lixeira ou despejado incorretamente acarretará doenças, mau cheiro, enchentes, poluição dos rios e cachoeiras (que são indispensáveis para nossa alimentação e saúde) e ocasionará muitas mortes.

Essa lei não deve ser destinada somente a punir quem suja e reduzir o custo da limpeza municipal, mas principalmente punir as pessoas que ajudam a provocarenchentes, poluição das aguas e, consequentemente, mortes.

Não jogar lixo na rua significa respeito a si mesmo e ao próximo. Significa diminuir sofrimentos, por exemplo, aqueles provocados pelas chuvas de janeiro, levando os cidadãos a perderem suas casas e até as suas vidas. Significa não provocar doenças transmitidas por animais, como ratos e urubus. Significa evitar o mau cheiro. Significa cuidar dos rios que satisfazem a nossa sede,nossa alimentação eé indispensável à nossa saúde.

Há necessidade de conscientização das autoridades competentes em informar a população e a mesma precisa se policiar para reverter essa situação.

Como disse Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa para mudarmos o mundo”. A educação sendo praticada com a devida consciência nos levará a bons resultados. Devemos contagiar uns aos outros e dar bons exemplos de cidadania.

Todo infrator deve ser punido sim, mas o dinheiro não resolverá problemas da poluição, e sim o conhecimento e o respeito à vida que poderão reverter esse cenário, colocando a vida acima de qualquer valor financeiro.

É verdade, infelizmente vivemos num mundo capitalista que a cada dia nos ensina a sermos consumistas e individualistas, onde o ter vale mais que o ser, onde a roupa vale mais que o corpo, o carro vale mais que a vida. Precisamos nos conscientizar de uma vez por todas e mudar esse discurso em nossas vidas. Precisamos desprezar atitudes dessas em nosso meio ambiente. Vivemos em sociedade onde o erro de um prejudicará a todos. Vamos cuidar do nosso ambiente. Vamos fazera nossa parte.

Jessé Gonçalves
Conheça o perfil pessoal de nosso colunista ou outros artigos publicados por ele
Clique Aqui