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Colunistas - Roberto Silva de Siqueira

MAGÉ NO LUGAR CERTO E NA HORA CERTA. ESTAMOS PREPARADOS?

Publicado na edição 137 de Fevereiro de 2014

Então 2014 começou. Muito calor, poucas chuvas, AMPLA em débito com a sociedade, promessa de calçadão, etc.

Peço ao leitor a permissão de focar esta matéria do ponto de vista da ACIAMA - Associação Comercial de Magé, instituição da qual tenho a honra de presidir.

Há muito que a ACIAMA vem debatendo a questão do desenvolvimento que virá para Magé, tendo em vista a instalação (hoje uma realidade irreversível), do COMPERJ, bem como a duplicação da BR-493 (Estrada do Contorno), como um dos trechos da arco rodoviário metropolitano.

Até mesmo o atraso que Magé sofreu em seu desenvolvimento, por conta de questões históricas como o massacre denominado Horrores de Magé; a febre amarela; a malária; o mal dos pedágios; e os conhecidos desmandos políticos que sofremos por décadas, acabaram por beneficiar nosso Município que ficou com grande parte de seu território preservado e é, logisticamente, um dos melhores municípios para empresas possam vir e iniciar o círculo virtuoso, ou seja, ambiente propício para o empreendedor, geração de emprego, renda, cidadania, dignidade e, por fim, impostos.

Que ótimo. Boas notícias para 2014. Tudo resolvido. Magé, então conhecida como a cidade do já teve (já teve teatro, já teve cinema, já teve receita estadual e federal, já teve EMATER, e muitas outras coisas), agora vai dar certo.

É verdade, podemos dizer que Magé tem tudo para dar certo se fizermos por onde as coisas aconteçam.

Temos o exemplo de Queimados, há décadas atrás, quando tão logo emancipado, tratou de se mostrar, aparecer, chamar os empreendedores para lá estar.

Para isso, nós precisamos saber o que queremos. Qual é a nossa vocação, indústria, turismo, agricultura, comércio, serviços, logística, um pouco de cada. O Governo tem no Plano Diretor um instrumento importantíssimo para nosso desenvolvimento. E o que o Plano Diretor diz? Até agora não sabemos.

Precisamos com urgência de uma lei de incentivos fiscais que existe, mas parece não ser praticada. Precisamos de incentivos fiscais específicos para áreas do qual somos carecedores, como por exemplo, a área de hotelaria. E, sobretudo, precisamos de incentivos para os empresários que aqui já estão.

O Governo deu um grande passo ao criar a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio. Ponte necessária entre a Administração Pública e o empresariado. No entanto, notamos a olhos vistos, a falta estrutura dada para esta importante Secretaria que se resume ao seu Secretário e quatro funcionários. Para um Município gigantesco como o nosso e que precisa extrapolar seu território para trazer investimentos, é muito pouco.

O Município está no lugar certo e na hora certa. Estamos preparados?

 

Roberto Silva de Siqueira
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