JORNAL MILÊNIO VIP - RENDIÇÃO AGRESSIVA

Colunistas - Luiz Gurivitz

RENDIÇÃO AGRESSIVA

Publicado na edição 138 de Março de 2014

 Normalmente, pensamos na rendição de uma determinada forma. Por exemplo, não sei quantos de vocês viram o filme "As Aventuras de Pi", mas nele o principal personagem se encontra no meio do oceano sem comida, sem água e sem lugar para ir. Em um determinado momento, em seu desespero, ele clama ao Criador e diz: "Está bem! Eu me entrego a Você! Eu me rendo!"

Esse é um tipo de rendição. Mas essa não é a rendição sobre a qual estou falando. Existe outra forma de rendição – rendição agressiva – que é quando eu posso dizer para mim mesmo: "Estou preparado e desejo fazer o que tiver que ser feito em meu trabalho para aprender como obter elevação espiritual, aplicar as ferramentas e não cair no velho hábito de me fazer de vítima e dizer que as coisas "simplesmente acontecem"". 

Porque a verdade é que as coisas não "acontecem simplesmente". Não existe essa coisa chamada coincidência. 

O tipo de rendição sobre a qual estou falando é ter a certeza de que se colocarmos os pontos nos is e estivermos numa jornada espiritual, realizando nosso trabalho espiritual, e a vida de repente nos lançar um grande desafio, precisamos entender que onde estamos é onde precisamos estar naquele momento – seja por alguma coisa que tenhamos feito quando mais jovens ou em uma vida anterior, seja porque esta situação específica irá nos ajudar a nos tornarmos melhores do que somos. 

Essa não é a rendição que vem do fracasso, embora essa última seja a rendição a que a maioria das pessoas se entrega. Afinal de contas, quando é que a maioria das pessoas se volta para o Criador? Geralmente quando lhes falta alguma coisa, quando algo lhes acontece ou quando ocorre alguma coisa em suas vidas que elas não compreendem.

O Dr. Larry Dossey é um dos maiores especialistas em pesquisa sobre a oração. Ele escreveu inúmeros livros referindo-se a muitos estudos sobre oração e ciência conduzidos nos últimos 15 anos. O estudo sobre o qual tomei conhecimento recentemente consistia em um grupo de pessoas que chegaram juntas a um hospital para orar pela saúde de pacientes enfermos naquele mesmo hospital. Nesse estudo, os pesquisadores encontraram evidência científica de que as pessoas que receberam as orações curaram-se mais rapidamente do que aquelas que não receberam orações.

O pesquisador então ponderou: "Ok, captamos o conceito. A oração funciona. Vamos ver se ela funciona se colocarmos pessoas rezando pelos pacientes à distância, sem nada além da concentração e uma foto da pessoa para quem estejam orando". Adivinhem o que eles descobriram? Funcionou! Ocorreu quase o mesmo resultado, estivessem as pessoas que oraram perto ou não dos pacientes para os quais estavam orando. Então, a distância não fez diferença. 

Depois, o grupo de pesquisa perguntou o que aconteceria se, ao invés de orar pela cura, cada um dos participantes orasse do seu próprio jeito por "qualquer que fosse a vontade de Deus". Eles seguiram essa linha de pesquisa e, incrivelmente, descobriram que os pacientes se curaram ainda mais rapidamente.

Rendição agressiva significa ter certeza apesar da escuridão. É a certeza de saber que, mesmo quando enxergamos ou passamos por dificuldades, tais como doenças, falência financeira, relações familiares amargas ou qualquer que seja o problema, podemos obter a energia e a perseverança para dizer: "Eu aceito e rendo meu ser a um poder maior, que me tirará dessa situação para outra melhor". Mesmo que não saibamos todos os motivos para a situação, nos rendemos à certeza.

Luiz Gurivitz
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