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Colunistas - Roberto Silva de Siqueira

O COMPERJ vai acontecer ou não?

Publicado na edição 140 de Maio de 2014

Antes de tudo, preciso pedir desculpas sobre uma afirmação na matéria anterior de que a EMATER teria deixado Magé. Isto não é verdade e acabei levando, justamente, alguns puxões de orelha.

A EMATER está presente sim e vem prestando um trabalho de excelência em nosso Município com participações importantes para nosso desenvolvimento econômico, sobretudo agrícola, tal como na época da formulação do nosso Plano Diretor em vigor.

EMATER permaneça em Magé fique, nunca saia. Reafirmo minhas desculpas pela informação errada.

Desde 2006 com a definição instalação do COMPERJ em Itaboraí, Magé e os Municípios vizinhos, vêm alimentando o sonho de desenvolvimento. Empresas chegando, emprego, renda, tributação, segurança, saúde, educação. Em fim tudo o que pudermos encaixar no significado da palavra prosperidade.

Alguns Municípios prepararam-se mais, outros menos, porém, todos com o intuito de não deixar “o bonde passar”.

Inicialmente o COMPERJ seria um empreendimento a ser inaugurado em 2012, com uma perspectiva de criação de mais de 200 mil empregos diretos e indiretos.

Isto porque, a finalidade do COMPERJ era a produção de polímeros, matéria prima vital na vida moderna, com o qual são produzidos milhares de produtos que consumimos.

Daí a vinda de diversas empresas que se instalariam nos municípios da área de influência do empreendimento, justificando esta enormidade de postos de trabalhos a serem criados.

Agora, verificamos pelos noticiários, que a inauguração do COMPERJ, na melhor das hipóteses, está prevista somente para 2016. As atividades se iniciarão, não com a produção de polímeros mais com o refino de petróleo.

Consequências: menos empresas se instalarão; menos empregos serão criados; empreendimentos imobiliários serão suspensos. Ou seja, menos investimentos à vista e, portanto, a prosperidade espera será bem menor.

Com isto, os municípios terão de ser mais criativos e eficientes para atrair as poucas empresas que virão.

Independente disto, e diante das denúncias de superfaturamento, erros de projeto, brigas sobre que órgão tem a competência para a autorização do ponto de vista ambiental, fica a pergunta. REAMENTE O COMPERJ VIRÁ? E SE VIER, SERÁ ISTO TUDO QUE SE ESPERA DELE?

Roberto Silva de Siqueira
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