JORNAL MILENIO VIP

Colunistas - Neuza Carion

Esclarecimentos

Publicado na edição 142 de Julho de 2014

No artigo da edição passada fiz alguns comentários que exigem esclarecimento e aprofundamento para, ao menos, corrigir alguns equívocos e possíveis mal-entendidos.

Em primeiro lugar, queixei-me de não ter conhecimento de publicação que reunisse dados sobre a história do município “para conhecimento dos interessados e ensino nas escolas”. Só depois da publicação, para meu próprio constrangimento, lembrei do livro - do qual possuo um exemplar - que se intitula, justamente, “Conhecendo Magé”, de autoria dos professores Izabel Contarato Soares e Sérgio Nascimento, publicado em 2011. Nele, os autores reúnem informações sobre aspectos históricos, políticos, geográficos e estatísticos do município, informando as referências bibliográficas e demais fontes de pesquisa.

Em segundo lugar, comentei haver sabido - já não me recordo através de quem - da publicação de um livro, parte de um projeto elaborado pela equipe de Animação Cultural nos anos 1990. Em recente encontro com dois companheiros que permaneceram na equipe, fui informada que o Projeto Mirindiba foi desenvolvido, mas não houve publicação de livro.

Em terceiro lugar, queixei-me também da desativação das bibliotecas e da preferência generalizada pela consulta ao Dr. Google. Devo esclarecer que mantenho a decepção pelo destino das bibliotecas, mas nada tenho contra a pesquisa a Google, Bing, Wikipédia e afins. Ao contrário: sou entusiasta da tecnologia, das facilidades e possibilidades que proporciona.

Esclarecimentos prestados, vamos ao aprofundamento. 

Com relação à história de Magé, ainda que leiga no assunto insisto: é preciso que seja incluída no currículo escolar. Para isto é necessária a elaboração de obra adequada à didática – livro ou apostila – feita com método, contendo fatos, a análise de causas e efeitos e a inserção na história do país e do mundo. 

Entendo que não é tarefa simples. Exige muito mais que vontade, individual ou política, para se concretizar, mas os benefícios justificariam esforço e custos, começando pelo despertar dos sentimentos de identidade e responsabilidade por aquilo que nos pertence e a que pertencemos. 

Por fim, em relação a consultas à fantástica quantidade de conhecimento armazenado “em nuvem” e facilmente acessado pela internet, o problema que existe é o seu uso inadequado. De modo geral, é comum que não se estimule a pesquisa em várias fontes para se obter a informação sob vários ângulos e perspectivas, com o maior número possível de dados, para análise, compreensão e síntese. Copia-se, cola-se, imprime-se - às vezes sem mesmo ler - e o “trabalho” está pronto. Posso estar enganada, mas é o que tenho observado.

De resto, é tempo de torcer pela nossa seleção, rumo ao hexa. Comentários depois do resultado (ainda desconhecido nesta data em que escrevo), seja ele qual for.

 

Neuza Carion
Conheça o perfil pessoal de nosso colunista ou outros artigos publicados por ele
Clique Aqui